24 agosto, 2005

Coisas da genética

Ontem à noite tive uma enxaqueca como (ainda bem!) há muito tempo não tinha. Foi bravo. Imagine tudo ao mesmo tempo, vista embaçada, tontura, ânsia de vômito, dor de barriga, arrepios pelo corpo, dor de cabeça e meia, vamos dizer, grogue, sem controle dos sentidos, dos movimentos sei lá. Ah! e explodindo (arrotando).
Ainda bem que tinha em casa um pouco de sementes de girassol que minha mãe tinha me mandado a um tempo atrás (bem coisa de mãe mesmo né?) e o Marcos fez um chá prá mim, tomei e logo depois desmaiei. Ainda bem. Tava foda.

Hoje acordei bem melhor, só a cabeça tá dolorida. Assim, a mesma dor de ontem mas que eu só sinto quando viro a cabeça bruscamente ou me abaixo muito rápido. Tirando isso tô beleza.

Engraçado, até as doenças eu puxei a minha mãe. Lembro que a primeira manisfetação que eu tive, acho que com uns 14 anos + ou-, estava jogando vôlei com minha irmã na rua e comecei a me sentir estranha, umas manchas na vista, fui correndo prá dentro de casa contar prá ela, e ela disse: é mais ou menos assim, assado o que você sente. Eu disse: È!!! Impressionada por ela ter descrito tão certinho o que eu estava sentido e ela disse: Eu sei o que é, eu tenho isso também!

É, coisas da genética.

Pensando nisso fiz a listinha abaixo:

Herdei da minha mãe:
- a aparência física
- a alegria
- a facilidade para fazer amizade
- o alto astral
- a curiosidade
- ser boa ouvinte
- não gostar muito de cozinhar (nessa eu ganho dela)
- gostar de passear
- o cabelo rebelde sem causa
- ah! a enxaqueca!

Minha mãe me ensinou:
a cozinhar o pouco que sei, que é muito bom a mulher ganhar seu próprio dinheiro, o significado da palavra “sina” quando eu estava na terceira série, a desencanar de vez em quando da casa, um truque para o arroz não ficar “em blocos” depois que vai para geladeira.


Herdei do meu pai:
- a força
- a perseverança
- a franqueza (mais ainda acho que a minha é mais, vamos dizer assim, delicada que a dele)
- a determinação (mais ainda acho que a dele é, vamos dizer assim, muito mais determinada que a minha)
- a coragem
- a mania de deixar a razão predominar sobre a emoção (que estou aprendendo a inverter um pouco).
- ser reservada
- a chatice para comida
- a postura ao andar
- a paixão pela natureza

Meu pai me ensinou:
dançar forró, jogar futebol (ou pelo menos tentou), a brigar “direito” na rua (nada de puxar cabelo, o negócio é fechar a mão e mandar brasa), a honrar com minha palavra, o que é um pênalti (mas eu demorei um pouquinho pra entender), que o melhor negócio é comprar a vista.


Sendo assim, sou uma misturinha dos dois. Acrescentei algumas coisas por conta própria e, esta sou eu!

2 comentários:

  1. Tomara q vc melhore 100% hoje, Aldinha!
    Saudades...
    bj

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  2. eu adorei a dica de leitura: caio fernando abreu, valew aldinha!
    Sabe, eu gostei desse texto ae. Como vc conseguiu identificar e sintetizar tudo de bom q vc recebeu de herança dos seus pais...q delicia, tanta coisa boa!
    Mas o q eu gostei mais foi do "aprender a brigar" ahauhauhauha é isso ae, nao quero t pegar pela frente viu!
    saudade de vcs, pra variar
    bjuuusss

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