Já venho notando a alguns dias. A persiana do escritório já não dá para ficar aberta na parte da tarde, a claridade é muita e reflete no monitor. De manhã o banho já não é sinônimo de sofrimento. Me visto bem mais rápido (por que será?). Esperando o ônibus o ventinho não incomoda em nada, é até agradável. Dias mais claros. Noites mais quentes. Ontem cheguei da academia às 22:00, fui passar roupa com porta e janela abertas. Aguar as plantas agora deve ser mais constante. Hum...sinal que ela tá chegando...a primavera tá vindo aí minha gente!!!!
Seja muito, mais muito bem-vinda!
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Final de semana com meus sobrinhos. Percebo que eles estão crescendo. Muito e muito rápido aliás. Observo tudo com uma certa estranheza.
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Sonho muito sabe. De olhos abertos. Mas tenho uma vontade danada de realizar sonho. Tirar ele do imaginário e por na vida real. Sempre foi assim. Chega uma hora que canso de sonhar e quero agir. E nem sempre dá ou é hora de agir. E prá mim isso é difícil. O quê faço com essa energia toda dentro de mim?
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Não é bom saber que uma pessoa que você tem um amor ENORME tá vendo tudo clarinho de novo? É ÓTIMO!
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Tão bom bater papo, comer peixe assado na churrasqueira, ficar descalça num domingão de sol não?
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Será que normal em um dia estar muito bem, no outro mal e no outro bem de novo? Não?? Então me internem please!
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Gente o calor é tudo!
30 agosto, 2005
29 agosto, 2005
Responsabilidade e bom senso!
O Jovem e o Cego
Vinham dois homens a caminhar. Um era jovem, trazia em seu rosto os sinais da inexperiência. Os olhos vivos e atentos a tudo, como a querer aspirar a vida em um só fôlego.Tencionava modificar o mundo, revolucionar sua época, ensinar o muito que julgava saber.
O outro trazia no semblante as marcas do tempo, já não queria tomar o mundo, contentava-se em apreender um pouco aqui, um pouco ali, analisando, sereno, as experiências que a vida lhe apresentava. Tampouco desejava deixar suas marca nos homens e nas coisas que o rodeavam. Não queria discípulos, nem seguidores. Não pretendia modificar a ninguém, a não ser seu próprio eu. Era cego de nascença, porém apesar de ter fechados os olhos do corpo, possuía abertos os da alma.
Vinham em silêncio, quando o jovem, surpreso, exclamou: - Uma pipa! Uma pipa no céu!
- Você está tão alegre em vê-la, ainda que distante. Por que? - perguntou o cego.
- Claro, toda vez que vemos uma pipa, uma só idéia nos assalta a alma, a idéia da liberdade. E qual de nós não valoriza a possibilidade de sentir-se livre? - disse o jovem.
- Liberdade? Estranho; para mim a pipa tem outro significado.
- Outro significado? Como? Você sabe o que é uma pipa?
- Sim, meu amigo, sei o que é uma pipa, papagaio, pandorga, como queira chamar. Mas para mim, tal objeto traz-me a lembrança responsabilidade e bom-senso.
- Não entendo...
- O exercício da liberdade é complexo e fundamental em nossas vidas. Como a pipa, só podemos alçar vôos mais altos se tivermos um fio resistente a nos prender ao solo e mãos hábeis que nos manipulem com acerto. Tais instrumentos são a responsabilidade e o bom-senso.
E só fazendo uso de tais ferramentas que dirigem e orientam o nosso vôo é que podemos ter certeza que estamos fazendo bom uso da liberdade que nos é concedida. É a segurança de que a pipa precisa para subir... subir... Assim o limite para os nossos passos não é o espaço que nos rodeia, mas o comprimento do fio que nos prende ao solo, ou seja, a certeza que possuímos e de que estamos utilizando nossa liberdade de acordo com as normas que nos ditam o bom senso e a responsabilidade que já adquirimos.
Muitas vezes, meu jovem, os olhos nos enganam. Não basta vermos, é preciso, enxergamos além. O jovem deu o braço ao cego, calou-se em seu silêncio e entregou-se à reflexão. O moço é o instinto primeiro; o velho é a sabedoria.
O instinto nos impulsiona, a sabedoria nos guia.
Responsabilidade e bom-senso!
Vinham dois homens a caminhar. Um era jovem, trazia em seu rosto os sinais da inexperiência. Os olhos vivos e atentos a tudo, como a querer aspirar a vida em um só fôlego.Tencionava modificar o mundo, revolucionar sua época, ensinar o muito que julgava saber.
O outro trazia no semblante as marcas do tempo, já não queria tomar o mundo, contentava-se em apreender um pouco aqui, um pouco ali, analisando, sereno, as experiências que a vida lhe apresentava. Tampouco desejava deixar suas marca nos homens e nas coisas que o rodeavam. Não queria discípulos, nem seguidores. Não pretendia modificar a ninguém, a não ser seu próprio eu. Era cego de nascença, porém apesar de ter fechados os olhos do corpo, possuía abertos os da alma.
Vinham em silêncio, quando o jovem, surpreso, exclamou: - Uma pipa! Uma pipa no céu!
- Você está tão alegre em vê-la, ainda que distante. Por que? - perguntou o cego.
- Claro, toda vez que vemos uma pipa, uma só idéia nos assalta a alma, a idéia da liberdade. E qual de nós não valoriza a possibilidade de sentir-se livre? - disse o jovem.
- Liberdade? Estranho; para mim a pipa tem outro significado.
- Outro significado? Como? Você sabe o que é uma pipa?
- Sim, meu amigo, sei o que é uma pipa, papagaio, pandorga, como queira chamar. Mas para mim, tal objeto traz-me a lembrança responsabilidade e bom-senso.
- Não entendo...
- O exercício da liberdade é complexo e fundamental em nossas vidas. Como a pipa, só podemos alçar vôos mais altos se tivermos um fio resistente a nos prender ao solo e mãos hábeis que nos manipulem com acerto. Tais instrumentos são a responsabilidade e o bom-senso.
E só fazendo uso de tais ferramentas que dirigem e orientam o nosso vôo é que podemos ter certeza que estamos fazendo bom uso da liberdade que nos é concedida. É a segurança de que a pipa precisa para subir... subir... Assim o limite para os nossos passos não é o espaço que nos rodeia, mas o comprimento do fio que nos prende ao solo, ou seja, a certeza que possuímos e de que estamos utilizando nossa liberdade de acordo com as normas que nos ditam o bom senso e a responsabilidade que já adquirimos.
Muitas vezes, meu jovem, os olhos nos enganam. Não basta vermos, é preciso, enxergamos além. O jovem deu o braço ao cego, calou-se em seu silêncio e entregou-se à reflexão. O moço é o instinto primeiro; o velho é a sabedoria.
O instinto nos impulsiona, a sabedoria nos guia.
Responsabilidade e bom-senso!
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Verdades
26 agosto, 2005
Indiano
Acabei de cumprir a minha deliciosa rotina de sexta-feira: almoçar no indiano.
E hoje com direito a ver uma cena deliciosa, um beija-flor entre as flores de uma sacada de um apartamento em frente!
Bom, então já que tô falando do indiano, já que é sexta, todos estão felizes e tá tudo muito bom, vou contar uma historinha que ouvi sexta-feira passada lá mesmo, no indiano! Não tive (e não teria porque) como evitar de ouvir a conversa, duas mulheres sentadas na mesa ao meu lado conversavam e escutei essa linda (e difícil!) história de amor!
Então vamos supor que uma delas se chamava Bia e a outra...Sônia!
Bia: Eu adoro esse restaurante. Sempre venho aqui com aquela minha amiga indiana, que também é casada com um alemão.
Sônia: Nossa, antes era tão difícil ver casais de nacionalidades tão diferentes não é? Ainda mais com alemães que são tão tradicionalistas!
Bia: É mesmo, a semana passada fomos a um jantar na casa de um embaixador alemão e tinha muitos casais assim, até alemão casado com japonesa tinha! É...está mudando mesmo. Ainda bem! Pois eu conheço uma história de um filho de alemães que moravam em São José dos Campos que era apaixonado por uma brasileira. A família dele era totalmente contra e nunca permitiu o romance. Passaram-se alguns anos, e mesmo se gostando muito, resolveram desistir e cada um seguiu seu caminho. Ele casou com uma filha de alemães, se separou, mudou com os pais para a Alemanha, se casou de novo, se separou novamente. Seus pais morreram, ele vendeu tudo o que a família tinha por lá e retornou ao Brasil. Arrumou emprego e voltou a São José em uma viagem de negócios. Reencontrou a tal moça (que agora já era um senhora, aliás, ambos já beiravam os 50 anos) também divorciada e finalmente ficaram juntos.
Sendo assim, finalmente a família ficou reunida, pois ela tinha uma filha (dele!) já com 20 e poucos anos que ele ficou conhecendo naquele momento.
Alda: Não é lindo?
E é nesse clima "o amor é lindo" que eu desejo a todos um belíssimo final de semana! Assim: com final feliz!
E hoje com direito a ver uma cena deliciosa, um beija-flor entre as flores de uma sacada de um apartamento em frente!
Bom, então já que tô falando do indiano, já que é sexta, todos estão felizes e tá tudo muito bom, vou contar uma historinha que ouvi sexta-feira passada lá mesmo, no indiano! Não tive (e não teria porque) como evitar de ouvir a conversa, duas mulheres sentadas na mesa ao meu lado conversavam e escutei essa linda (e difícil!) história de amor!
Então vamos supor que uma delas se chamava Bia e a outra...Sônia!
Bia: Eu adoro esse restaurante. Sempre venho aqui com aquela minha amiga indiana, que também é casada com um alemão.
Sônia: Nossa, antes era tão difícil ver casais de nacionalidades tão diferentes não é? Ainda mais com alemães que são tão tradicionalistas!
Bia: É mesmo, a semana passada fomos a um jantar na casa de um embaixador alemão e tinha muitos casais assim, até alemão casado com japonesa tinha! É...está mudando mesmo. Ainda bem! Pois eu conheço uma história de um filho de alemães que moravam em São José dos Campos que era apaixonado por uma brasileira. A família dele era totalmente contra e nunca permitiu o romance. Passaram-se alguns anos, e mesmo se gostando muito, resolveram desistir e cada um seguiu seu caminho. Ele casou com uma filha de alemães, se separou, mudou com os pais para a Alemanha, se casou de novo, se separou novamente. Seus pais morreram, ele vendeu tudo o que a família tinha por lá e retornou ao Brasil. Arrumou emprego e voltou a São José em uma viagem de negócios. Reencontrou a tal moça (que agora já era um senhora, aliás, ambos já beiravam os 50 anos) também divorciada e finalmente ficaram juntos.
Sendo assim, finalmente a família ficou reunida, pois ela tinha uma filha (dele!) já com 20 e poucos anos que ele ficou conhecendo naquele momento.
Alda: Não é lindo?
E é nesse clima "o amor é lindo" que eu desejo a todos um belíssimo final de semana! Assim: com final feliz!
24 agosto, 2005
Coisas da genética
Ontem à noite tive uma enxaqueca como (ainda bem!) há muito tempo não tinha. Foi bravo. Imagine tudo ao mesmo tempo, vista embaçada, tontura, ânsia de vômito, dor de barriga, arrepios pelo corpo, dor de cabeça e meia, vamos dizer, grogue, sem controle dos sentidos, dos movimentos sei lá. Ah! e explodindo (arrotando).
Ainda bem que tinha em casa um pouco de sementes de girassol que minha mãe tinha me mandado a um tempo atrás (bem coisa de mãe mesmo né?) e o Marcos fez um chá prá mim, tomei e logo depois desmaiei. Ainda bem. Tava foda.
Hoje acordei bem melhor, só a cabeça tá dolorida. Assim, a mesma dor de ontem mas que eu só sinto quando viro a cabeça bruscamente ou me abaixo muito rápido. Tirando isso tô beleza.
Engraçado, até as doenças eu puxei a minha mãe. Lembro que a primeira manisfetação que eu tive, acho que com uns 14 anos + ou-, estava jogando vôlei com minha irmã na rua e comecei a me sentir estranha, umas manchas na vista, fui correndo prá dentro de casa contar prá ela, e ela disse: é mais ou menos assim, assado o que você sente. Eu disse: È!!! Impressionada por ela ter descrito tão certinho o que eu estava sentido e ela disse: Eu sei o que é, eu tenho isso também!
É, coisas da genética.
Pensando nisso fiz a listinha abaixo:
Herdei da minha mãe:
- a aparência física
- a alegria
- a facilidade para fazer amizade
- o alto astral
- a curiosidade
- ser boa ouvinte
- não gostar muito de cozinhar (nessa eu ganho dela)
- gostar de passear
- o cabelo rebelde sem causa
- ah! a enxaqueca!
Minha mãe me ensinou:
a cozinhar o pouco que sei, que é muito bom a mulher ganhar seu próprio dinheiro, o significado da palavra “sina” quando eu estava na terceira série, a desencanar de vez em quando da casa, um truque para o arroz não ficar “em blocos” depois que vai para geladeira.
Herdei do meu pai:
- a força
- a perseverança
- a franqueza (mais ainda acho que a minha é mais, vamos dizer assim, delicada que a dele)
- a determinação (mais ainda acho que a dele é, vamos dizer assim, muito mais determinada que a minha)
- a coragem
- a mania de deixar a razão predominar sobre a emoção (que estou aprendendo a inverter um pouco).
- ser reservada
- a chatice para comida
- a postura ao andar
- a paixão pela natureza
Meu pai me ensinou:
dançar forró, jogar futebol (ou pelo menos tentou), a brigar “direito” na rua (nada de puxar cabelo, o negócio é fechar a mão e mandar brasa), a honrar com minha palavra, o que é um pênalti (mas eu demorei um pouquinho pra entender), que o melhor negócio é comprar a vista.
Sendo assim, sou uma misturinha dos dois. Acrescentei algumas coisas por conta própria e, esta sou eu!
Ainda bem que tinha em casa um pouco de sementes de girassol que minha mãe tinha me mandado a um tempo atrás (bem coisa de mãe mesmo né?) e o Marcos fez um chá prá mim, tomei e logo depois desmaiei. Ainda bem. Tava foda.
Hoje acordei bem melhor, só a cabeça tá dolorida. Assim, a mesma dor de ontem mas que eu só sinto quando viro a cabeça bruscamente ou me abaixo muito rápido. Tirando isso tô beleza.
Engraçado, até as doenças eu puxei a minha mãe. Lembro que a primeira manisfetação que eu tive, acho que com uns 14 anos + ou-, estava jogando vôlei com minha irmã na rua e comecei a me sentir estranha, umas manchas na vista, fui correndo prá dentro de casa contar prá ela, e ela disse: é mais ou menos assim, assado o que você sente. Eu disse: È!!! Impressionada por ela ter descrito tão certinho o que eu estava sentido e ela disse: Eu sei o que é, eu tenho isso também!
É, coisas da genética.
Pensando nisso fiz a listinha abaixo:
Herdei da minha mãe:
- a aparência física
- a alegria
- a facilidade para fazer amizade
- o alto astral
- a curiosidade
- ser boa ouvinte
- não gostar muito de cozinhar (nessa eu ganho dela)
- gostar de passear
- o cabelo rebelde sem causa
- ah! a enxaqueca!
Minha mãe me ensinou:
a cozinhar o pouco que sei, que é muito bom a mulher ganhar seu próprio dinheiro, o significado da palavra “sina” quando eu estava na terceira série, a desencanar de vez em quando da casa, um truque para o arroz não ficar “em blocos” depois que vai para geladeira.
Herdei do meu pai:
- a força
- a perseverança
- a franqueza (mais ainda acho que a minha é mais, vamos dizer assim, delicada que a dele)
- a determinação (mais ainda acho que a dele é, vamos dizer assim, muito mais determinada que a minha)
- a coragem
- a mania de deixar a razão predominar sobre a emoção (que estou aprendendo a inverter um pouco).
- ser reservada
- a chatice para comida
- a postura ao andar
- a paixão pela natureza
Meu pai me ensinou:
dançar forró, jogar futebol (ou pelo menos tentou), a brigar “direito” na rua (nada de puxar cabelo, o negócio é fechar a mão e mandar brasa), a honrar com minha palavra, o que é um pênalti (mas eu demorei um pouquinho pra entender), que o melhor negócio é comprar a vista.
Sendo assim, sou uma misturinha dos dois. Acrescentei algumas coisas por conta própria e, esta sou eu!
23 agosto, 2005
Uma viagem de metrô ou metrô, uma viagem.
Hoje de manhã fui ao dentista. A parte mais legal que eu acho quando eu tenho uma consulta é poder pegar o metrô fora do horário de pico. É bem diferente, no horário de pico predominam os engravatados e as de salto alto finíssimos, todos esmagados dentro de um vagão. Fora desses horários são mães com seus filhos, idosos com envelope de algum laboratório médico nas mãos, jovens indo ou voltando da escola, e por aí vai.
E hoje não foi diferente.
Estação Consolação, metrô sentido Ana Rosa, dois caras estrangeiros sei lá de onde, branquinhos, branquinhos. Mochilões nas costas, repetindo daquele jeito engraçado os nomes das estações. E eu viajando: da onde será que eles são? Por que vieram para o Brasil? O que será que eles estão achando daqui?
Estação Paraíso, os gringos descem, procurando a saída. Procuro uma nova ocupação, vejo uma mulher com um terninho amarelo e bolsa verde. Nossa que nacionalista, penso. Duas meninas conversam em pé, uma com um bolsa, uma pasta de cadernos e uma sacola de supermercado. A outra, só uma bolsa nas costas e nem se toca em ajudar a amiga. Está mais preocupada em contar sobre a balada em barzinho de forró que só não foi boa porque tinha muita gente velha. Era comemoração do aniversário do tio dela.
Estação Ana Rosa, desço. Enquanto faço a baldeação observo algumas pessoas meio perdidas tentando entender onde estão e para onde vão. Realmente, para quem não conhece, o metrô é meio complicadinho. Tem sim muitas placas informativas, mas quando estamos assim em lugar que não conhecemos, meio perdidos, parece que não enxergamos as facilitações em nossa frente.
Lembro de uma vez que eu e minha irmã estávamos indo não sei prá onde de metrô e questionamos de qual lado deveríamos descer, e como estávamos meio perdidas (e como isso fosse motivo) dávamos muitas risadas. Então um homem do nosso lado disse: vocês descem deste lado. Agradecemos e continuamos nossas brincadeiras. Eis que o homem pergunta: vocês vieram da Bahia? Nos entreolhamos espantadas e...mais risadas.
Outro metrô, sentido Jabaquara, nesse tenho mais tempo, são mais estações até chegar meu destino. Está mais cheio. Começo minha vistoria, outra mulher com uma blusa amarela, será que é moda? Putz, não tenho nenhuma blusa amarela. Estou fora de moda. De novo. Sentada a minha frente uma moça bem magrinha. Lembro do debate que eu vi na TV sobre aneroxia e bulimia. Fiquei pasma ao saber que existem sites com dicas de como vomitar, como pegar nojo da comida etc. E têm também apelidos: anorexia é ana, bulimia é mia. Será que essa a minha frente também é? Esqueço o assunto ao notar sentada mais à frente uma mulher obesa, bem obesa aliás. Não sei dizer quanto pesava. Eu olhava para menina magrela e depois para a mulher obesa e fiquei refletindo. Tão paradoxal não?
Estação Praça da Arvore, a mulher obesa levanta para descer, atrai vários olhares, se fosse gostosinha atrairia o mesmo, mas com certeza esses olhares expressariam outra coisa, não um misto de repugnância e dó. Suspiro. É a vida.
Estação Conceição, meu destino. Desço e a mulher de blusa amarela quase me atropela. Talvez a cor ofusque sua vista. É, com certeza vou continuar fora da moda.
Suspiro mais uma vez, dessa vez pensando no motorzinho que me aguarda. Tomara que a consulta passe rápido, como ao metrô.
E hoje não foi diferente.
Estação Consolação, metrô sentido Ana Rosa, dois caras estrangeiros sei lá de onde, branquinhos, branquinhos. Mochilões nas costas, repetindo daquele jeito engraçado os nomes das estações. E eu viajando: da onde será que eles são? Por que vieram para o Brasil? O que será que eles estão achando daqui?
Estação Paraíso, os gringos descem, procurando a saída. Procuro uma nova ocupação, vejo uma mulher com um terninho amarelo e bolsa verde. Nossa que nacionalista, penso. Duas meninas conversam em pé, uma com um bolsa, uma pasta de cadernos e uma sacola de supermercado. A outra, só uma bolsa nas costas e nem se toca em ajudar a amiga. Está mais preocupada em contar sobre a balada em barzinho de forró que só não foi boa porque tinha muita gente velha. Era comemoração do aniversário do tio dela.
Estação Ana Rosa, desço. Enquanto faço a baldeação observo algumas pessoas meio perdidas tentando entender onde estão e para onde vão. Realmente, para quem não conhece, o metrô é meio complicadinho. Tem sim muitas placas informativas, mas quando estamos assim em lugar que não conhecemos, meio perdidos, parece que não enxergamos as facilitações em nossa frente.
Lembro de uma vez que eu e minha irmã estávamos indo não sei prá onde de metrô e questionamos de qual lado deveríamos descer, e como estávamos meio perdidas (e como isso fosse motivo) dávamos muitas risadas. Então um homem do nosso lado disse: vocês descem deste lado. Agradecemos e continuamos nossas brincadeiras. Eis que o homem pergunta: vocês vieram da Bahia? Nos entreolhamos espantadas e...mais risadas.
Outro metrô, sentido Jabaquara, nesse tenho mais tempo, são mais estações até chegar meu destino. Está mais cheio. Começo minha vistoria, outra mulher com uma blusa amarela, será que é moda? Putz, não tenho nenhuma blusa amarela. Estou fora de moda. De novo. Sentada a minha frente uma moça bem magrinha. Lembro do debate que eu vi na TV sobre aneroxia e bulimia. Fiquei pasma ao saber que existem sites com dicas de como vomitar, como pegar nojo da comida etc. E têm também apelidos: anorexia é ana, bulimia é mia. Será que essa a minha frente também é? Esqueço o assunto ao notar sentada mais à frente uma mulher obesa, bem obesa aliás. Não sei dizer quanto pesava. Eu olhava para menina magrela e depois para a mulher obesa e fiquei refletindo. Tão paradoxal não?
Estação Praça da Arvore, a mulher obesa levanta para descer, atrai vários olhares, se fosse gostosinha atrairia o mesmo, mas com certeza esses olhares expressariam outra coisa, não um misto de repugnância e dó. Suspiro. É a vida.
Estação Conceição, meu destino. Desço e a mulher de blusa amarela quase me atropela. Talvez a cor ofusque sua vista. É, com certeza vou continuar fora da moda.
Suspiro mais uma vez, dessa vez pensando no motorzinho que me aguarda. Tomara que a consulta passe rápido, como ao metrô.
22 agosto, 2005
Ir à luta. Foi o jeito!
Então, nada adiantou, força do pensamento, repetições incessantes, sábado acordei e a casa estava toda sujinha e uma pilha de roupa para lavar. Fui à luta. Lavar a roupa até que não foi tão difícil, duro foi entrar em casa e ver tudo para limpar. Então respirei fundo, coloquei o cd da Madonna prá rolar, volume beeem alto e fui, entre coreografias e usar o rodo como microfone, fiz metade. Aí o Marcos chegou e dividimos a outra metade. Ufa! Terminamos. Rolou um pão com mortadela (pois em casa não tinha nada prá comer!) e um banhão de faxina pessoal.
Acordamos às 09:00, enquanto fazia algumas (mais!) coisinhas na casa o Marcos foi lavar o carro. Precisávamos ir urgente ao Carrefour, pois para nossa casa virar um cativeiro de novo só faltava a gente devorar as 15 laranjas da fruteira que minha irmã tinha trazido do interior!
Chegamos fui gravar umas fitinhas (sim, cassete!) para ouvirmos no carro. Sim, nosso carro não tem aparelho para cd, é fita mesmo! Forramos o chão, sentamos em meio a cd´s, eu: uma taça de vinho, o Marcos: uma lata de cerveja e passamos a tarde inteira assim. Lógico que as quantias aí aumentaram no decorrer do tempo, mas nada que alterasse nossos sentidos. Também se alterasse não teria problema, além de estarmos em casa estávamos sentados, e no chão.
O momento até merecia uma foto. Mas eu estava meia triste por algumas coisas que aconteceram e não me animei muito. Não gosto de tirar foto sem vontade.
A noite tentei assistir o filme Bridget Jones mas desanimei, filme dublado é uma merda, nada a ver.
Então, resolvi ir dormir. E por falar em dormir estou tendo uns sonhos tão estranhos ultimamente, quer dizer, estranhos para mim que geralmente não sonho nada animalesco. Se eu lembrar depois em conto.
É que hoje já deu.
Acordamos às 09:00, enquanto fazia algumas (mais!) coisinhas na casa o Marcos foi lavar o carro. Precisávamos ir urgente ao Carrefour, pois para nossa casa virar um cativeiro de novo só faltava a gente devorar as 15 laranjas da fruteira que minha irmã tinha trazido do interior!
Chegamos fui gravar umas fitinhas (sim, cassete!) para ouvirmos no carro. Sim, nosso carro não tem aparelho para cd, é fita mesmo! Forramos o chão, sentamos em meio a cd´s, eu: uma taça de vinho, o Marcos: uma lata de cerveja e passamos a tarde inteira assim. Lógico que as quantias aí aumentaram no decorrer do tempo, mas nada que alterasse nossos sentidos. Também se alterasse não teria problema, além de estarmos em casa estávamos sentados, e no chão.
O momento até merecia uma foto. Mas eu estava meia triste por algumas coisas que aconteceram e não me animei muito. Não gosto de tirar foto sem vontade.
A noite tentei assistir o filme Bridget Jones mas desanimei, filme dublado é uma merda, nada a ver.
Então, resolvi ir dormir. E por falar em dormir estou tendo uns sonhos tão estranhos ultimamente, quer dizer, estranhos para mim que geralmente não sonho nada animalesco. Se eu lembrar depois em conto.
É que hoje já deu.
19 agosto, 2005
Abundância X Suficiente
Cada dia mais me conscientizo de que abundância não é necessariamente sinal de felicidade.
Hoje de manhã no fretado, depois de dormir metade do caminho com a boca aberta, a outra metade vim filosofando (acordada!).
Imaginei uma situação, duas pessoas com fome em frente a uma tonelada de maças, é dito a elas: peguem quantas quiserem, mas somente poderão levar aquilo que conseguirem carregar.
A simplicidade vai fazer um pegar por exemplo, 12 maças, pois ele sabe que essas 12 ele conseguira carregar, não se sentirá tão cansado, matará sua fome e ainda irá poder dividir com outras pessoas.
Já a ganância vai fazer o outro, diante de tantas maças, não se conformar em pegar apenas 12 se ele "acha" que pode pegar o dobro, ou 30, ou 40. Desesperado tenta equilibrar cada vez mais maças nos braços, se machuca, se desespera, tem medo de deixar cair e no fim derruba todas. Não mata nem a sua fome. Quem dirá dos outros.
Me empolgo e vou além:
- quem tem muito geralmente esnoba,
- quem tem muito geralmente desperdiça,
- quem tem muito geralmente não dividi,
- quem tem muito sofre porque não quer perder nada,
- quem tem muito vive preocupado que lhe tire algo ou tudo,
- quem tem muito geralmente quer sempre mais,
- quem tem muito trabalha enlouquecidamente para sustentar "o muito"
- quem quer ter muito, sofre, pois o "muito" é difícil de se conseguir
Em contrapartida:
- quem tem o suficiente geralmente não esnoba,
- quem tem o suficiente geralmente não desperdiça,
- quem tem o suficiente geralmente sabe dividir
- quem tem o suficiente e perde, o sofrimento é menor, pois a perda não será grande e não será tão difícil assim conseguir o suficiente de novo,
- quem tem o suficiente não tem peso na consciência, tem paz.
- quem quer o suficiente sabe que o suficiente é acessível.
Sei que tudo isso não pode ser levado ao pé da letra, por isso usei tanto a palavra "geralmente". E também não é uma verdade incontestável. Longe disso.
Sei que muitos não têm nem o suficiente. Talvez até porque alguns outros tenham demais. Mas isso já é outro papo. Sei também que muitos se perderem o pouco que têm não será tão fácil assim recuperar. Entendam como uma metáfora. Não é um raciocínio preciso. Não quis ser política. Nem mesmo apelar pelo religioso, de ser bom ou mal, pecador ou não.
Apenas refletir sobre o quê realmente é necessário e realmente faz bem.
Então, todos os dias torço pela consciência de cada um. E torço para que todos tenham o suficiente, todos os dias.
Repito, não quero ser tendenciosa a nenhuma religião, mas fecho a semana com uma oração budista:
Dhammapada (atribuída a Buda):
Melhor que, em vez de mil palavras,
Houvesse apenas uma, mas que trouxesse Paz.
Melhor que, ao invés de mil versos,
Houvesse apenas um, mas que mostrasse o Belo.
Melhor que, ao invés de mil canções,
Houvesse apenas uma, mas que espalhasse Alegria.
Amém.
Hoje de manhã no fretado, depois de dormir metade do caminho com a boca aberta, a outra metade vim filosofando (acordada!).
Imaginei uma situação, duas pessoas com fome em frente a uma tonelada de maças, é dito a elas: peguem quantas quiserem, mas somente poderão levar aquilo que conseguirem carregar.
A simplicidade vai fazer um pegar por exemplo, 12 maças, pois ele sabe que essas 12 ele conseguira carregar, não se sentirá tão cansado, matará sua fome e ainda irá poder dividir com outras pessoas.
Já a ganância vai fazer o outro, diante de tantas maças, não se conformar em pegar apenas 12 se ele "acha" que pode pegar o dobro, ou 30, ou 40. Desesperado tenta equilibrar cada vez mais maças nos braços, se machuca, se desespera, tem medo de deixar cair e no fim derruba todas. Não mata nem a sua fome. Quem dirá dos outros.
Me empolgo e vou além:
- quem tem muito geralmente esnoba,
- quem tem muito geralmente desperdiça,
- quem tem muito geralmente não dividi,
- quem tem muito sofre porque não quer perder nada,
- quem tem muito vive preocupado que lhe tire algo ou tudo,
- quem tem muito geralmente quer sempre mais,
- quem tem muito trabalha enlouquecidamente para sustentar "o muito"
- quem quer ter muito, sofre, pois o "muito" é difícil de se conseguir
Em contrapartida:
- quem tem o suficiente geralmente não esnoba,
- quem tem o suficiente geralmente não desperdiça,
- quem tem o suficiente geralmente sabe dividir
- quem tem o suficiente e perde, o sofrimento é menor, pois a perda não será grande e não será tão difícil assim conseguir o suficiente de novo,
- quem tem o suficiente não tem peso na consciência, tem paz.
- quem quer o suficiente sabe que o suficiente é acessível.
Sei que tudo isso não pode ser levado ao pé da letra, por isso usei tanto a palavra "geralmente". E também não é uma verdade incontestável. Longe disso.
Sei que muitos não têm nem o suficiente. Talvez até porque alguns outros tenham demais. Mas isso já é outro papo. Sei também que muitos se perderem o pouco que têm não será tão fácil assim recuperar. Entendam como uma metáfora. Não é um raciocínio preciso. Não quis ser política. Nem mesmo apelar pelo religioso, de ser bom ou mal, pecador ou não.
Apenas refletir sobre o quê realmente é necessário e realmente faz bem.
Então, todos os dias torço pela consciência de cada um. E torço para que todos tenham o suficiente, todos os dias.
Repito, não quero ser tendenciosa a nenhuma religião, mas fecho a semana com uma oração budista:
Dhammapada (atribuída a Buda):
Melhor que, em vez de mil palavras,
Houvesse apenas uma, mas que trouxesse Paz.
Melhor que, ao invés de mil versos,
Houvesse apenas um, mas que mostrasse o Belo.
Melhor que, ao invés de mil canções,
Houvesse apenas uma, mas que espalhasse Alegria.
Amém.
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Verdades
18 agosto, 2005
Heleninha Roitman não esqueceria.
Esqueci do vinho ontem. Minha irmã e a Juliana foram em casa e ficamos de papo. Bebendo Ades. Era uma ótima oportunidade para juntar a vontade com a oportunidade de beber. E eu, esqueci do vinho. Viu Ju, não tenho jeito para Heleninha Roitman não.
******
Tô melhor.
******
Vou guardar o vinho para sábado a noite.
******
Sábado preciso acordar com muita coragem. A casa precisa de uma faxina. Eu gosto de casa limpa. Então, preciso me animar.
******
Ontem vi na tv um bate-papo com o Jece Valadão que agora é evangélico. Já é pastor. Apesar de todo aquele papo "homem do mundo, homem de Deus" achei legal ele falar numa boa sobre o seu passado. Sem negar, sem fingimento. Conversou, brincou, pregou. Tudo nos conforme. Sem hipocrisia. Ou quase.
******
Não sei onde ouvi que pode ter começado como piada, mas as empresas estão sim utilizando o Orkut para conhecer melhor os candidatos em seleção para alguma vaga ou conhecer "melhor" seus atuais funcionários.
Vai fazer uma entrevista? É melhor você dar uma "limpada" no seu cadastro. Sabe aquela comunidade que você participa? Aquela lá! Então, é melhor você cair fora. Estamos em crise. Preserve seu emprego.
****
Tô acordando esses dias com muito sono. Não gosto, lembro da época da faculdade.
******
As coisas estão se resolvendo aqui no trampo. É chato trabalhar, trabalhar, trabalhar em um projeto e depois achar que não vai sair. Mas acho que agora sai.
******
Dizem que educação a gente traz do berço. Mas no berço ainda não fomos apresentados para a falsidade, os favores, a ganância, o poder...então o que muitos fazem é começar a deixar a educação debaixo da cama por que não dá prá conviver com tudo isso ao mesmo tempo. Então eles preferem abrir mão da educação! Coitadas das mães, se elas souberem disso!
******
Mas comigo isso não cola muito viu! Adoro, acho lindo, curto mesmo pessoas educadas, conversar com pessoas educadas, trabalhar com pessoas educadas. E reclamo mesmo quando a boa educação falta. Seja quem for. Sei do valor da hierarquia, e sei também que tem limite.
*****
Gente, quando eu falo que minha língua tá doendo é sério. E não é por uso excessivo extra ao falar e comer. Meninas não sejam assim! É que, o motivo pelo o que eu acho que isto está acontecendo é meio estranho. Daí vocês vão dizer: ah Aldinha conta outra! E eu não tenho outra prá contar!
*****
Tô cansada. Sábado queria acordar bem tarde e com a casa limpinha e a roupa no varal. Há, há, há. Ótima piada.
*****
Não parece que eu bebi ontem?
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Tô melhor.
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Vou guardar o vinho para sábado a noite.
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Sábado preciso acordar com muita coragem. A casa precisa de uma faxina. Eu gosto de casa limpa. Então, preciso me animar.
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Ontem vi na tv um bate-papo com o Jece Valadão que agora é evangélico. Já é pastor. Apesar de todo aquele papo "homem do mundo, homem de Deus" achei legal ele falar numa boa sobre o seu passado. Sem negar, sem fingimento. Conversou, brincou, pregou. Tudo nos conforme. Sem hipocrisia. Ou quase.
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Não sei onde ouvi que pode ter começado como piada, mas as empresas estão sim utilizando o Orkut para conhecer melhor os candidatos em seleção para alguma vaga ou conhecer "melhor" seus atuais funcionários.
Vai fazer uma entrevista? É melhor você dar uma "limpada" no seu cadastro. Sabe aquela comunidade que você participa? Aquela lá! Então, é melhor você cair fora. Estamos em crise. Preserve seu emprego.
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Tô acordando esses dias com muito sono. Não gosto, lembro da época da faculdade.
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As coisas estão se resolvendo aqui no trampo. É chato trabalhar, trabalhar, trabalhar em um projeto e depois achar que não vai sair. Mas acho que agora sai.
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Dizem que educação a gente traz do berço. Mas no berço ainda não fomos apresentados para a falsidade, os favores, a ganância, o poder...então o que muitos fazem é começar a deixar a educação debaixo da cama por que não dá prá conviver com tudo isso ao mesmo tempo. Então eles preferem abrir mão da educação! Coitadas das mães, se elas souberem disso!
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Mas comigo isso não cola muito viu! Adoro, acho lindo, curto mesmo pessoas educadas, conversar com pessoas educadas, trabalhar com pessoas educadas. E reclamo mesmo quando a boa educação falta. Seja quem for. Sei do valor da hierarquia, e sei também que tem limite.
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Gente, quando eu falo que minha língua tá doendo é sério. E não é por uso excessivo extra ao falar e comer. Meninas não sejam assim! É que, o motivo pelo o que eu acho que isto está acontecendo é meio estranho. Daí vocês vão dizer: ah Aldinha conta outra! E eu não tenho outra prá contar!
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Tô cansada. Sábado queria acordar bem tarde e com a casa limpinha e a roupa no varal. Há, há, há. Ótima piada.
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Não parece que eu bebi ontem?
17 agosto, 2005
Melancolia
Tô tão estranha hoje.
Minha língua tá doendo. É sério.
Acho que hoje a noite vou tomar mais um pouco daquele vinho.
Não como um macho. Como uma dama. Melancólica.
Minha língua tá doendo. É sério.
Acho que hoje a noite vou tomar mais um pouco daquele vinho.
Não como um macho. Como uma dama. Melancólica.
15 agosto, 2005
Menos um! Tã nã nã! Menos um! Tã nã nã!
Pois é. Em meio a tantos finais de semana supimpas eis que me veio esse assim, xôxo. (não sei se é assim que se escreve xôxo, aliás acho nunca tinha escrito essa palavra antes, por favor me corrijam se necessário).
O sábado começou tudo bem mas terminou tudo mais ou menos. Eu e Marcos discutimos pela manhã. Sabe coisa boba mas que tem que ser dita e geralmente é dita quando já não é uma coisa boba e aí o bicho pega? Então, foi isso. Dois cabeções. Fiquei triste com ele. Mas ontem conversamos (e quase brigamos de novo!) sobre e já (quase) nos entendemos.
Ontem fomos na casa dos pais dele a tarde. Na volta passamos na adega e compramos o vinho docinho que eu estava com tanta vontade de tomar. E juntando o papo "caloroso" que estavámos tendo com a vontade, já tomei oito talagadas como diz meu pai. Tô brincando, tô brincando. Foram sete. Brincadeiiiraa! Tomei o que eu tava com vontade e precisando no momento. E tomei ainda tipo macho sabe. Daqueles que chegam em casa, já pega um copo, põe o vinho, vira num gole só e bate o copo na mesa? Fiz igualzinho. Adorei!
Liguei para o meu pai a noite. Quase não consigo falar com ele. Imagina em pleno dias dos pais? Não pode! Fico bem sabendo que todos estão bem.
Depois fiquei enchendo o saco do Marcos comentando e imitando o "nervosismo" dele, até ele me mandar práquele lugar e eu resolvi ir dormir.
Sábado sonhei que estava casando na igreja, não dá prá acreditar né? Até eu estranhei. E ainda não era com o Marcos. Lembro que quando eu chegava em frente ao padre olhava ansiosa prá ver quem viria até mim, e vinha um cara bem nada a ver comigo, eu me decepcionava mas pensava: bom se eu escolhi ele para ser meu marido deve ser uma pessoa legal. Pode??
Sexta-feira foi o último dia da Vanessa aqui na SAE. Vou sentir saudades. Mas fico feliz pela oportunidade que ela está tendo. Poder dar um tempo assim prá estudar, ir atrás do seu sonho. Muito bom. E já estou torcendo muito, mas muito por ela.
Legal foi ver os blogs da Ju e da Rina atualizados, me divirto muito, tanto com os posts quanto com os comentários. Essas meninas...
Então tá, mais uma segundona. Lá vamos nós!
O sábado começou tudo bem mas terminou tudo mais ou menos. Eu e Marcos discutimos pela manhã. Sabe coisa boba mas que tem que ser dita e geralmente é dita quando já não é uma coisa boba e aí o bicho pega? Então, foi isso. Dois cabeções. Fiquei triste com ele. Mas ontem conversamos (e quase brigamos de novo!) sobre e já (quase) nos entendemos.
Ontem fomos na casa dos pais dele a tarde. Na volta passamos na adega e compramos o vinho docinho que eu estava com tanta vontade de tomar. E juntando o papo "caloroso" que estavámos tendo com a vontade, já tomei oito talagadas como diz meu pai. Tô brincando, tô brincando. Foram sete. Brincadeiiiraa! Tomei o que eu tava com vontade e precisando no momento. E tomei ainda tipo macho sabe. Daqueles que chegam em casa, já pega um copo, põe o vinho, vira num gole só e bate o copo na mesa? Fiz igualzinho. Adorei!
Liguei para o meu pai a noite. Quase não consigo falar com ele. Imagina em pleno dias dos pais? Não pode! Fico bem sabendo que todos estão bem.
Depois fiquei enchendo o saco do Marcos comentando e imitando o "nervosismo" dele, até ele me mandar práquele lugar e eu resolvi ir dormir.
Sábado sonhei que estava casando na igreja, não dá prá acreditar né? Até eu estranhei. E ainda não era com o Marcos. Lembro que quando eu chegava em frente ao padre olhava ansiosa prá ver quem viria até mim, e vinha um cara bem nada a ver comigo, eu me decepcionava mas pensava: bom se eu escolhi ele para ser meu marido deve ser uma pessoa legal. Pode??
Sexta-feira foi o último dia da Vanessa aqui na SAE. Vou sentir saudades. Mas fico feliz pela oportunidade que ela está tendo. Poder dar um tempo assim prá estudar, ir atrás do seu sonho. Muito bom. E já estou torcendo muito, mas muito por ela.
Legal foi ver os blogs da Ju e da Rina atualizados, me divirto muito, tanto com os posts quanto com os comentários. Essas meninas...
Então tá, mais uma segundona. Lá vamos nós!
12 agosto, 2005
O domingo é deles!
Na infância ele é nosso herói.Tem superpoderes e tudo mais.
O tempo passa... a gente descobre que não é nada disso.
Consequentemente o amor e respeito aumentam ainda mais.
Ele é na verdade um super-humano. Um super-homem.
Te amo paizinho, quando eu crescer quero ser forte assim, igual a você!
09 agosto, 2005
08 agosto, 2005
Mais um! Tã nã nã! Mais um! Tã nã nã!
Tô eu aqui de novo, em plena segundona feliz da vida!
Mais um final de semana delicioso que me proporciona começar a semana assim: muito bem!
Sábado tive que ir ao centro comprar algumas coisinhas e não deu para arrumar a casa como de costume. Mas preciso me acostumar com isso. Cheguei em casa o Tico estava tirando um cochilinho pós jornada dupla de trabalho. Ficou feliz com o All Star novo dele. Aí enquanto eu preparava nossa mochila para ir para Paranapiacaba ele fazia um cachorro-quente delícia para nós.
Domingão de sol lá vamos nós, eu, Marcos, Cris e Pedro. Paranapiacaba nos recebeu com o seu ar típico, muita neblina, mas não diminuiu em nada nossa empolgação para fazer a trilha. Putz, o monitor-tiozinho falava prá caramba, mas tudo virara piada e diversão.
O que não foi tão legal: não dava para ficar parando na trilha para tirar foto, as cachoeiras que fomos eram pequenas, por isso a quantidade de gente na turma atrapalhava um pouco, tava frio prá entrar na água, foi tudo muito rápido!
O que foi legal: não tinha muito borrachudo (uma mordidinha só na mão direita) mas passamos repelente!, estar em contato com a natureza (amo!), estar com meu amor e com amigos queridos, dar muita risada!
Depois (como já é de praxe!) comemos pastel, andamos pela cidade, comemos doces e voltamos prá casa, cansados e felizes!
Tô tão feliz que vim trabalhar hoje sem reclamar que é segunda, sem mau humor de segunda, sem perguntar se falta muito prá chegar a sexta-feira. Cheguei, fui até a janela do escritório e agradeci, por tudo!
Mais um final de semana delicioso que me proporciona começar a semana assim: muito bem!
Sábado tive que ir ao centro comprar algumas coisinhas e não deu para arrumar a casa como de costume. Mas preciso me acostumar com isso. Cheguei em casa o Tico estava tirando um cochilinho pós jornada dupla de trabalho. Ficou feliz com o All Star novo dele. Aí enquanto eu preparava nossa mochila para ir para Paranapiacaba ele fazia um cachorro-quente delícia para nós.
Domingão de sol lá vamos nós, eu, Marcos, Cris e Pedro. Paranapiacaba nos recebeu com o seu ar típico, muita neblina, mas não diminuiu em nada nossa empolgação para fazer a trilha. Putz, o monitor-tiozinho falava prá caramba, mas tudo virara piada e diversão.
O que não foi tão legal: não dava para ficar parando na trilha para tirar foto, as cachoeiras que fomos eram pequenas, por isso a quantidade de gente na turma atrapalhava um pouco, tava frio prá entrar na água, foi tudo muito rápido!
O que foi legal: não tinha muito borrachudo (uma mordidinha só na mão direita) mas passamos repelente!, estar em contato com a natureza (amo!), estar com meu amor e com amigos queridos, dar muita risada!
Depois (como já é de praxe!) comemos pastel, andamos pela cidade, comemos doces e voltamos prá casa, cansados e felizes!
Tô tão feliz que vim trabalhar hoje sem reclamar que é segunda, sem mau humor de segunda, sem perguntar se falta muito prá chegar a sexta-feira. Cheguei, fui até a janela do escritório e agradeci, por tudo!
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05 agosto, 2005
As últimas da semana
Ninguém merece ficar menstruada duas vezes no mesmo mês. Aliás, praticamente na mesma semana! Tudo por causa daquele anticoncepcional doido. Comecei tomar outra cartela e já senti que aqueles sintomas foda (ao contrário) que ele causa em mim. Daí, percebi que não tinha tomado o comprimido de domingo, tomei dois, daí percebi que a confusão era maior, eu tinha tomado o da última segunda da cartela no domingo. Fiquei tão irritada (mais do que já estava!) e decidi parar de tomar o causador de tantos transtornos. Eis que ontem, me desce. Putz, ninguém merece.
******
Vamos mudar de assunto.
******
Minha irmã mais velha me ligou logo de manhã. Consequentemente já dei muitas risadas logo cedo. É sempre assim. Rimos de tudo!
******
Comprei na hora do almoço uma pulserinha linda para mim, feita de pedrinhas marron e de folha de revista. Adorei. É da Coorpel, os produtos são feitos por pessoas em situação de rua. O nome da oficina é ReviraVolta. Quem quiser saber mais o e-mail é coorpel@uol.com.br, tel.3311 9928. Tem várias coisinhas lindas e tudo de material reciclável, que torna mais legal ainda!
******
Não preciso de muito não para ficar feliz. Que bom!
******
Hoje teve café da manhã chique para comemorar o aniversário da D.Adnair que cuida da limpeza aqui do escritório para nós. Ela é muito fofa. E sorridente!
******
De novo ele tá chegando...que delícia! Mais um final de semana de sol! E em pleno inverno!
Vamos prá lá domingo?
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Vamos mudar de assunto.
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Minha irmã mais velha me ligou logo de manhã. Consequentemente já dei muitas risadas logo cedo. É sempre assim. Rimos de tudo!
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Comprei na hora do almoço uma pulserinha linda para mim, feita de pedrinhas marron e de folha de revista. Adorei. É da Coorpel, os produtos são feitos por pessoas em situação de rua. O nome da oficina é ReviraVolta. Quem quiser saber mais o e-mail é coorpel@uol.com.br, tel.3311 9928. Tem várias coisinhas lindas e tudo de material reciclável, que torna mais legal ainda!
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Não preciso de muito não para ficar feliz. Que bom!
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Hoje teve café da manhã chique para comemorar o aniversário da D.Adnair que cuida da limpeza aqui do escritório para nós. Ela é muito fofa. E sorridente!
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De novo ele tá chegando...que delícia! Mais um final de semana de sol! E em pleno inverno!
Vamos prá lá domingo?
04 agosto, 2005
(Quase) em sincronia
Esses dias eu (não) comentei sobre um assunto por achar que não iria saber me expressar bem e tal. Eis que me aparece o texto aí embaixo que diz (quase) tudo o que eu queria dizer, só que de uma forma leve, sem agredir, sem desrespeitar... um dia ainda consigo me expressar desse modo. Tô tentando, tô tentando!
"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta.
A gente cresce através de nós mesmos.
Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação.
Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas podem dar errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém".
"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta.
A gente cresce através de nós mesmos.
Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação.
Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas podem dar errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém".
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Verdades
03 agosto, 2005
A coisa tá feia!
Bala perdida atinge corpo velado no Rio
O corpo de Clenilda da Silva, de 50 anos, foi atingido por uma bala perdida quando era velado, hoje à tarde, no cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, zona norte do Rio.
"É um fato inédito, o cemitério existe há 150 anos e foi a primeira vez que alguém morreu duas vezes. É mole? A gente vive numa cidade surreal, o Rio tá brabo", disse Elinaldo Manoel da Silva, que trabalha no setor administrativo do cemitério.
O atestado de óbito não informa a causa da morte da aposentada, apontada como "indeterminada".
A bala, provavelmente de fuzil, atravessou a janela da capela, estilhaçando o vidro, e perfurou o caixão de Clenilda, que foi enterrada com a bala alojada na bacia.
O velório foi realizado em meio a um tiroteio no vizinho Morro de São Carlos. "Graças a Deus não tinha ninguém na capela H, onde ela estava sendo velada", disse o funcionário.
Parentes e amigos de outros mortos jogaram-se no chão durante a troca de tiros, que durou cerca de dez minutos.
Duas horas após o incidente ainda era possível ouvir disparos no cemitério. "Já estamos acostumados com isso aqui", declarou Silva.
No fim da tarde, a Polícia Militar informou que um menor foi baleado durante operação no Morro de São Carlos.
Fonte:Agência Estado
tsc, tsc, tsc
O corpo de Clenilda da Silva, de 50 anos, foi atingido por uma bala perdida quando era velado, hoje à tarde, no cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, zona norte do Rio.
"É um fato inédito, o cemitério existe há 150 anos e foi a primeira vez que alguém morreu duas vezes. É mole? A gente vive numa cidade surreal, o Rio tá brabo", disse Elinaldo Manoel da Silva, que trabalha no setor administrativo do cemitério.
O atestado de óbito não informa a causa da morte da aposentada, apontada como "indeterminada".
A bala, provavelmente de fuzil, atravessou a janela da capela, estilhaçando o vidro, e perfurou o caixão de Clenilda, que foi enterrada com a bala alojada na bacia.
O velório foi realizado em meio a um tiroteio no vizinho Morro de São Carlos. "Graças a Deus não tinha ninguém na capela H, onde ela estava sendo velada", disse o funcionário.
Parentes e amigos de outros mortos jogaram-se no chão durante a troca de tiros, que durou cerca de dez minutos.
Duas horas após o incidente ainda era possível ouvir disparos no cemitério. "Já estamos acostumados com isso aqui", declarou Silva.
No fim da tarde, a Polícia Militar informou que um menor foi baleado durante operação no Morro de São Carlos.
Fonte:Agência Estado
tsc, tsc, tsc
02 agosto, 2005
E eu continuo por aqui.
Com uma vista panorâmica e muito, muito verde, filosofam sobre a vida.
Falam de coisas que as deixam indignadas, mas muito mesmo. E por isso achei melhor nem postar aqui. Talvez não encontre as palavras certas, talvez não seja clara e acabe passando por preconceituosa. Mas ao contrário.
Como é bom ficar descalça na grama, ver cenas pitorescas, dar risadas...
E tirar foto deitada em cima do cocô não tem preço! E tá registrado!
Como é bom ficar na companhia dela. Minha amiga Bridget Jones.
Se você por um acaso, estava no Shopping ABC, no domingo, por volta das 18:00 e ouviu um “ploct” seguido de um “aaaaiiiiiiiiiiiiiii” estrondoso, era ela, fazendo o segundo na furo na orelha.
Coisas de Bridget.
**********
Eu sei que sou retardada por pensar assim mas juro que estou tentando mudar. Estou num momento em que tudo, em todos os sentidos, está indo tudo bem. Ou pelo o menos está tudo muito tranquilo. Ai, minha cabeçinha começa: eu não mereço tudo isso, vejo as pessoas com seus problemas, amarguras, preocupações e eu, tô bem! Não pode ser, tem algo errado! Será que o algo errado sou eu mesma? Por que eu não consigo simplesmente agradecer e curtir tudo isso? Agradecer eu agradeço. Curtir eu curto. Mas e esses pensamentinhos vilãs, que brotam não sei de onde, como ervas daninhas, na minha massa cinzenta?
**********
Tô escutando um música que eu amo: “ e seu namorado já vai dando o fora, levando os cobertores e agora. Até o tapete da sala sem você voou. E não tem mais nada negro amor”
*********
Todo mundo abandonou seus blogs. Todo mundo é feio.
Falam de coisas que as deixam indignadas, mas muito mesmo. E por isso achei melhor nem postar aqui. Talvez não encontre as palavras certas, talvez não seja clara e acabe passando por preconceituosa. Mas ao contrário.
Como é bom ficar descalça na grama, ver cenas pitorescas, dar risadas...
E tirar foto deitada em cima do cocô não tem preço! E tá registrado!
Como é bom ficar na companhia dela. Minha amiga Bridget Jones.
Se você por um acaso, estava no Shopping ABC, no domingo, por volta das 18:00 e ouviu um “ploct” seguido de um “aaaaiiiiiiiiiiiiiii” estrondoso, era ela, fazendo o segundo na furo na orelha.
Coisas de Bridget.
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Eu sei que sou retardada por pensar assim mas juro que estou tentando mudar. Estou num momento em que tudo, em todos os sentidos, está indo tudo bem. Ou pelo o menos está tudo muito tranquilo. Ai, minha cabeçinha começa: eu não mereço tudo isso, vejo as pessoas com seus problemas, amarguras, preocupações e eu, tô bem! Não pode ser, tem algo errado! Será que o algo errado sou eu mesma? Por que eu não consigo simplesmente agradecer e curtir tudo isso? Agradecer eu agradeço. Curtir eu curto. Mas e esses pensamentinhos vilãs, que brotam não sei de onde, como ervas daninhas, na minha massa cinzenta?
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Tô escutando um música que eu amo: “ e seu namorado já vai dando o fora, levando os cobertores e agora. Até o tapete da sala sem você voou. E não tem mais nada negro amor”
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Todo mundo abandonou seus blogs. Todo mundo é feio.
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