Ela nos confidenciou que, quando ainda namorava o seu atual marido eles sempre saiam para barzinhos, só que nessa época ela trabalhava mas tinha um sálario muito baixo, então a estratégia era a seguinte: quando chegava a hora de pagar a conta ela ia pro banheiro. Quando voltava ele já tinha pago a conta.
E ainda prá fazer uma média quando ela retornava à mesa sempre falava: Já pagou a conta??? Tipo, ah, que pena eu ia dividir com você.
Rimos muito!
29 fevereiro, 2008
28 fevereiro, 2008
.
“Também descobri por que as pessoas se esforçam tanto para ter sucesso no seu trabalho: é porque elas querem ser mais do que os outros. Mas tudo é ilusão. É tudo como correr atrás do vento. Dizem que só mesmo um louco chegaria ao ponto de cruzar os braços e passar fome até morrer. Pode ser. Mas é melhor ter pouco numa das mãos, com paz de espírito, do que estar sempre com as duas mãos cheias de trabalho, tentando pegar o vento.”
(Eclesiastes, capítulo 4, versículos de 4 a 6)
Pesquei daqui.
(Eclesiastes, capítulo 4, versículos de 4 a 6)
Pesquei daqui.
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Verdades
26 fevereiro, 2008
25 fevereiro, 2008
Da série: a vida como ela é
Sábado revivi muitas coisas tristes e dolorosas. Apenas uma me aqueceu o coração, assisti novamente o filme "Tomates Verdes Fritos". E por um momento esqueci da vida real.

Também terminei de ler o livro "De volta para meu lugar" da Vera Peirão, comprei na sexta-feira com meu vale-presente que ganhei no amigo secreto do final do ano. Boa parte li no fretado. Gostei. Esperava um pouquinho mais, mas mesmo assim recomendo. E quando vi as imagens do dvd que vem junto desabei a chorar.
Ando tão a flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar. Essa é a minha trilha sonora do momento.
P.S: Depois ponho aqui alguns trechos, primeiro vou tentar terminar de colocar os demais trechos do livro "Buda - Mito e a Realidade" aí começo deste. Que bom, estou com mais tempo para ler do que para postar. Great!
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Vida
24 fevereiro, 2008
O nordeste do meu pai
Sou filha de nordestinos. Seu José e Dona Lourdes. Mais conhecidos como: Cunga e Lurdinha.
Meu pai tem esse apelido segundo ele, porque quando ele era pequenininho ficava brincando com uns pedacinhos de madeira e falando: cunga, cunga, cunga. Meu avô escutou e começou a chamá-lo assim, pronto o apelido pegou. Hoje se encontro alguém de lá e quero me identificar é só falar: sou filha de Cunga. Pronto, todos já sabem quem é.
Quando eu digo "lá" me refiro a Altinho, cidade localizada no interior de Pernambuco, perto de Caruaru.
Depois de casados e já com duas filhas, meu pai resolveu tentar a sorte aqui em São Paulo. Segundo ele nos conta aqui era uma fartura só de empregos, ele disse que se saísse de um serviço no caminho para ir embora para casa já arrumava outro. Acredito porque naquela época a cidade estava em pleno desenvolvimento para ser tornar essa imensidão que é hoje.
Logo depois ele voltou para Altinho e trouxe minha mãe, minhas duas irmãs e o que mais deu para trazer, estava decidido todos iriam morar aqui. Logo depois (acredito que um ou dois anos depois) eu nasci, e seis anos depois meu irmão, o filho homem tão sonhado pelo meu pai para fechar a prole.
Então desde sempre ouço meu pai falando coisas sobre o nordeste, o povo nordestino, a vida de lá, as dificuldades, as alegrias. E sempre nos passou seus valores. E eu sempre os indentifiquei como característicos do povo de lá. Muitos deles eu absorvi, outros vieram do convívio e costumes aqui de São Paulo. Era engraçado quando éramos crianças e falávamos alguns nomes que eram comuns em casa e as outras crianças nos olhavam com aquela cara de "o que é isso??", e nós tínhamos que explicar como: muriçoca (pernilongo), pitó (rabo de cavalo), venta (nariz) e por aí vai.
Costumávamos ir passar as férias em Altinho, acho que a primeira vez que eu fui tinha 4 anos. E tudo era novidade.Tudo era muito diferente prá mim. Apesar de ter ouvido tantas histórias do meu pai, não pude deixar de me surpreender com muitas coisas. Um monte de primos, outro de tios, que eu nunca tinha ao menos ouvido falar o nome. Lembro até que o padre que fez a minha primeira comunhão era meu primo. Uma loucura.
Depois com o passar do tempo, nós fomos crescendo, minhas irmãs começaram a trabalhar e as viagens para lá começaram a ser dividadas, metade da família ia, a outra ficava tomando conta da casa, da escola dos mais novos etc. Sempre fomos criados com muitas responsabilidades.
Quando eu tinha 15 anos meu pai finalmente e, para o meu total desespero, conseguiu realizar seu grande sonho, voltar a morar em Altinho. E eu, sem a mínima vontade tive que ir junto, ainda não era maior de idade e tinha que seguir meus pais.
Foram dias de muita tristeza para mim, deixar todos os meus amigos, escola, bairro, minha vida aqui para ir pra uma cidade totalmente diferente. Morei lá dois anos e foi nesse período que eu pude absorver mais da cultura nordestina e constatar algumas coisas. Primeiro, eles realmente são pessoas muitas fortes, homens e mulheres, acredito que pela vida dura e difícil que muitos levam, o sol que castiga quase sem tréguas, mas mesmo assim são pessoas alegres e risonhas. Como meus pais.
Só que descobrir outras coisas também, a grande maioria dos valores que meu pai havia passado para nós não batiam muito com os valores que encontrei por lá. Um lugar onde o machismo impera, onde os homens não nutrem praticamente nenhum respeito pelas suas mulheres e essas diante das difíceis circuntâncias têm o casamento como a única opção de vida.
Lá ouvi e vi casos de homens casados com 1 e as vezes 2 mulheres fora do casamento. Cada dia dormindo na casa de uma e a mulher, claro, não pode falar nada senão é largada com os filhos sem nenhum remorço. Homens noivos de uma e namorando outra. Muitos casos beiram a baixaria e não têm qualquer escrúpulo.
E comecei a me questionar da onde meu pai tirou todos aqueles valores? Onde ele aprendeu essas atitudes? Talvez porque ele também tenha sido abandonado junto com a minha vó e alguns irmãos pelo o meu avô assim, sem mais nem menos, claro o motivo: outra mulher. Ele passou muita, mais muita fome. Ele nos conta que muitas vezes não tinha nem um punhado de farinha para comer antes de dormir. E que muitas vezes era só isso que tinha: um pouco de farinha e um copo de água antes de ir prá cama. Minha avó deu uma das filhas para um casal de fazendeiros que já a tratavam como filha e quando viram minha avó naquela situação pediram para tomar conta da menina e ela se foi. Meu pai começou a trabalhar muito cedo, com 5 anos já se virava para arrumar o que comer. Ajudava muito minha avó, principalmente depois que conseguiu estruturar sua vida sempre mantinha muitos cuidados com ela mesmo distante. Deu uma casinha simples mais digna para ela morar e sempre mandava ajuda para seu sustento.
Acredito que por ter passado por todo esse sofrimento, ele nunca imaginou fazer os filhos passarem pelo o mesmo. Sempre, sempre nos garantiu o suficiente para nosso desenvolvimento, sempre estimulou nossos estudos, sempre nos ensinou a sermos responsáveis por aquilo que fazemos. E com certeza pela fome que passou um dia na nossa casa a despensa sempre tinha várias caixas, uma de óleo, outra de Nescafé, outra de arroz, feijão, açucar etc.
E a recriminação era certa para quem deixasse comida no prato. Ele ficava indgnado. Até hoje ele faz uma prece em silêncio após cada refeição. E quando ouvia a gente reclamando de alguma comida ele falava: é porque vocês não têm fome, se tivessem comeriam até pedra fervida na água.
E hoje, com essa conciência que eu tenho só tenho que agradecer pelo pai que tenho, pelos seus valores e pela sua conduta. Por isso que é muito difícil eu entender algumas coisas, algumas situações, pois são coisas que eu não via dentro da minha casa e não consigo enxergá-las como normais.
Agora somos nós que vamos visitá-los em nossas férias, e em uma delas fomos conhecer a Paraíba. Meu cunhado logo fez amizade com os donos de uma barraquinha de lanches e sempre iámos lanchar lá. Eram três homens que se revesavam no atendimento, realmente todos simpáticos, alegres e conversadores. O rádio sempre estava ligado e me lembro que um dia comecei a prestar atenção na música que tocava e não acreditei no que estava ouvindo. Torci para que os demais da mesa, meu cunhado, minha irmã e meus sobrinhos não prestassem atenção naquilo porque iria ser muito constragedor para todos. Não era uma letra maliciosa, era totalmente explícita, com palavras de baixo escalão, com direito a gemidos e não sei o que mais.
Tocando na rádio, na hora do almoço. Pensei, é isso que as crianças crescem ouvindo e é isso que eles vão ser quando crescerem, homens que só pensam em ter mulheres e mulheres que acreditam que elas estão ali para isso ou que nunca vão descobrir que elas também servem para outras coisas, e todas mais dignas do que essas.
Lá em casa, todo domingo logo após assistir o Globo Rural meu pai ligava sua radiola e colava os vinis do Luís Gonzaga no último volume, aquelas músicas, segundo meus vizinhos falavam, alegrava a rua toda aos domingos.
Nós ouviamos frases como:
"Sertão das mulher séria e dos homens trabalhodor"
"Olha lá vai passando a procissão
Se arrastando que nem cobra pelo chão
As pessoas que nela vão passando acreditam nas coisas lá do céu
As mulheres cantando tiram versos, os homens escutando tiram chapéu"
E era nisso que acreditávamos.
Agradeço ao meu pai por um dia ele ter tido a idéia de vir morar em aqui em São Paulo, pois senão provavelmente eu e minhas irmãs teríamos o mesmo destino, ou talvez não, provavelmente meu pai não nos deixaria passar por isso. Mas hoje eu estou aqui e eles estão lá. E eu também agradeço por isso.

Meu pai tem esse apelido segundo ele, porque quando ele era pequenininho ficava brincando com uns pedacinhos de madeira e falando: cunga, cunga, cunga. Meu avô escutou e começou a chamá-lo assim, pronto o apelido pegou. Hoje se encontro alguém de lá e quero me identificar é só falar: sou filha de Cunga. Pronto, todos já sabem quem é.
Quando eu digo "lá" me refiro a Altinho, cidade localizada no interior de Pernambuco, perto de Caruaru.
Depois de casados e já com duas filhas, meu pai resolveu tentar a sorte aqui em São Paulo. Segundo ele nos conta aqui era uma fartura só de empregos, ele disse que se saísse de um serviço no caminho para ir embora para casa já arrumava outro. Acredito porque naquela época a cidade estava em pleno desenvolvimento para ser tornar essa imensidão que é hoje.
Logo depois ele voltou para Altinho e trouxe minha mãe, minhas duas irmãs e o que mais deu para trazer, estava decidido todos iriam morar aqui. Logo depois (acredito que um ou dois anos depois) eu nasci, e seis anos depois meu irmão, o filho homem tão sonhado pelo meu pai para fechar a prole.
Então desde sempre ouço meu pai falando coisas sobre o nordeste, o povo nordestino, a vida de lá, as dificuldades, as alegrias. E sempre nos passou seus valores. E eu sempre os indentifiquei como característicos do povo de lá. Muitos deles eu absorvi, outros vieram do convívio e costumes aqui de São Paulo. Era engraçado quando éramos crianças e falávamos alguns nomes que eram comuns em casa e as outras crianças nos olhavam com aquela cara de "o que é isso??", e nós tínhamos que explicar como: muriçoca (pernilongo), pitó (rabo de cavalo), venta (nariz) e por aí vai.
Costumávamos ir passar as férias em Altinho, acho que a primeira vez que eu fui tinha 4 anos. E tudo era novidade.Tudo era muito diferente prá mim. Apesar de ter ouvido tantas histórias do meu pai, não pude deixar de me surpreender com muitas coisas. Um monte de primos, outro de tios, que eu nunca tinha ao menos ouvido falar o nome. Lembro até que o padre que fez a minha primeira comunhão era meu primo. Uma loucura.
Depois com o passar do tempo, nós fomos crescendo, minhas irmãs começaram a trabalhar e as viagens para lá começaram a ser dividadas, metade da família ia, a outra ficava tomando conta da casa, da escola dos mais novos etc. Sempre fomos criados com muitas responsabilidades.
Quando eu tinha 15 anos meu pai finalmente e, para o meu total desespero, conseguiu realizar seu grande sonho, voltar a morar em Altinho. E eu, sem a mínima vontade tive que ir junto, ainda não era maior de idade e tinha que seguir meus pais.
Foram dias de muita tristeza para mim, deixar todos os meus amigos, escola, bairro, minha vida aqui para ir pra uma cidade totalmente diferente. Morei lá dois anos e foi nesse período que eu pude absorver mais da cultura nordestina e constatar algumas coisas. Primeiro, eles realmente são pessoas muitas fortes, homens e mulheres, acredito que pela vida dura e difícil que muitos levam, o sol que castiga quase sem tréguas, mas mesmo assim são pessoas alegres e risonhas. Como meus pais.
Só que descobrir outras coisas também, a grande maioria dos valores que meu pai havia passado para nós não batiam muito com os valores que encontrei por lá. Um lugar onde o machismo impera, onde os homens não nutrem praticamente nenhum respeito pelas suas mulheres e essas diante das difíceis circuntâncias têm o casamento como a única opção de vida.
Lá ouvi e vi casos de homens casados com 1 e as vezes 2 mulheres fora do casamento. Cada dia dormindo na casa de uma e a mulher, claro, não pode falar nada senão é largada com os filhos sem nenhum remorço. Homens noivos de uma e namorando outra. Muitos casos beiram a baixaria e não têm qualquer escrúpulo.
E comecei a me questionar da onde meu pai tirou todos aqueles valores? Onde ele aprendeu essas atitudes? Talvez porque ele também tenha sido abandonado junto com a minha vó e alguns irmãos pelo o meu avô assim, sem mais nem menos, claro o motivo: outra mulher. Ele passou muita, mais muita fome. Ele nos conta que muitas vezes não tinha nem um punhado de farinha para comer antes de dormir. E que muitas vezes era só isso que tinha: um pouco de farinha e um copo de água antes de ir prá cama. Minha avó deu uma das filhas para um casal de fazendeiros que já a tratavam como filha e quando viram minha avó naquela situação pediram para tomar conta da menina e ela se foi. Meu pai começou a trabalhar muito cedo, com 5 anos já se virava para arrumar o que comer. Ajudava muito minha avó, principalmente depois que conseguiu estruturar sua vida sempre mantinha muitos cuidados com ela mesmo distante. Deu uma casinha simples mais digna para ela morar e sempre mandava ajuda para seu sustento.
Acredito que por ter passado por todo esse sofrimento, ele nunca imaginou fazer os filhos passarem pelo o mesmo. Sempre, sempre nos garantiu o suficiente para nosso desenvolvimento, sempre estimulou nossos estudos, sempre nos ensinou a sermos responsáveis por aquilo que fazemos. E com certeza pela fome que passou um dia na nossa casa a despensa sempre tinha várias caixas, uma de óleo, outra de Nescafé, outra de arroz, feijão, açucar etc.
E a recriminação era certa para quem deixasse comida no prato. Ele ficava indgnado. Até hoje ele faz uma prece em silêncio após cada refeição. E quando ouvia a gente reclamando de alguma comida ele falava: é porque vocês não têm fome, se tivessem comeriam até pedra fervida na água.
E hoje, com essa conciência que eu tenho só tenho que agradecer pelo pai que tenho, pelos seus valores e pela sua conduta. Por isso que é muito difícil eu entender algumas coisas, algumas situações, pois são coisas que eu não via dentro da minha casa e não consigo enxergá-las como normais.
Agora somos nós que vamos visitá-los em nossas férias, e em uma delas fomos conhecer a Paraíba. Meu cunhado logo fez amizade com os donos de uma barraquinha de lanches e sempre iámos lanchar lá. Eram três homens que se revesavam no atendimento, realmente todos simpáticos, alegres e conversadores. O rádio sempre estava ligado e me lembro que um dia comecei a prestar atenção na música que tocava e não acreditei no que estava ouvindo. Torci para que os demais da mesa, meu cunhado, minha irmã e meus sobrinhos não prestassem atenção naquilo porque iria ser muito constragedor para todos. Não era uma letra maliciosa, era totalmente explícita, com palavras de baixo escalão, com direito a gemidos e não sei o que mais.
Tocando na rádio, na hora do almoço. Pensei, é isso que as crianças crescem ouvindo e é isso que eles vão ser quando crescerem, homens que só pensam em ter mulheres e mulheres que acreditam que elas estão ali para isso ou que nunca vão descobrir que elas também servem para outras coisas, e todas mais dignas do que essas.
Lá em casa, todo domingo logo após assistir o Globo Rural meu pai ligava sua radiola e colava os vinis do Luís Gonzaga no último volume, aquelas músicas, segundo meus vizinhos falavam, alegrava a rua toda aos domingos.
Nós ouviamos frases como:
"Sertão das mulher séria e dos homens trabalhodor"
"Olha lá vai passando a procissão
Se arrastando que nem cobra pelo chão
As pessoas que nela vão passando acreditam nas coisas lá do céu
As mulheres cantando tiram versos, os homens escutando tiram chapéu"
E era nisso que acreditávamos.
Agradeço ao meu pai por um dia ele ter tido a idéia de vir morar em aqui em São Paulo, pois senão provavelmente eu e minhas irmãs teríamos o mesmo destino, ou talvez não, provavelmente meu pai não nos deixaria passar por isso. Mas hoje eu estou aqui e eles estão lá. E eu também agradeço por isso.

Esse é meu pai, dançando forró no quintal da nossa antiga casa, meados dos anos 80.
22 fevereiro, 2008
Perfeito
Quando o pé resvala, a ferida resultante pode ser curada, mas se é a língua que escorrega, a ferida provocada no coração dos outros pode durar vidas.
A língua é passível de praticar quatro graves erros: pronunciar falsidade, escandalizar, comentar os erros alheios e falar em demasia.
Tudo isso deve ser evitado, se pretendemos a paz individual e bem-estar para a sociedade.
O vínculo da fraternidade será estreitado se as pessoas falarem menos e falarem com doçura. Daí porque o silêncio é recomendado. "
Sai Baba, in Sadhana - O Caminho Interior, p. 172.
A língua é passível de praticar quatro graves erros: pronunciar falsidade, escandalizar, comentar os erros alheios e falar em demasia.
Tudo isso deve ser evitado, se pretendemos a paz individual e bem-estar para a sociedade.
O vínculo da fraternidade será estreitado se as pessoas falarem menos e falarem com doçura. Daí porque o silêncio é recomendado. "
Sai Baba, in Sadhana - O Caminho Interior, p. 172.
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17 fevereiro, 2008
Do mundo dos posts perdidos
Cabeçona que sou, só agora achei uma pastinha com vários posts que eu achava que tinha perdido mas tinha salvado como rascunho. Doida.
10/12/2007
Sexta a tarde tive uma crise de enxaqueca que acredito a foi pior que já tive. Aliás, já fazia muito tempo que não tinha enxaqueca e quanto mais desse jeito, com direito a manchas na vista e tudo. Horrível.
Sábado trabalhei das 07:00 às 19:00. Dureza. Só na base de frutas, vitamina e batata frita pois sempre me dá vontade de comer coisas salgadas quando a crise começa a passar.
Domingo levantei animada por incrivel que pareça. Comecei a recolher as roupas sujas e ao mesmo tempo fui dando uma organizada básica no armário. Lembrei da àrvore de Natal e pensei, "depois que terminar de lavar a roupa vou procurá-la para colocar na sala". Olhei prá pilha, ou melhor, para as pilhas de roupas para passar (agora são duas) e pensei: "vou tentar passar pelo o menos um pouco mais tarde".
Joguei toda roupa suja pela sacada e desci com mil coisas prá fazer na cabeça. Mal começo a lavar roupa, toca a campainha, era meu cunhado querendo se o homem tinha vindo para tirar a terra da garagem (terra que sobrou depois de termos reposto a grama no quintal), respondi que não e ele falou: vou ver se eu encontro outro, se eu achar falo para ele vir aqui.
Estavámos há duas semanas com essa terra na garagem e não conseguiamos encontrar um desses homens que catam lixo reciclável com seus carrinhos para eles tirarem a terra de lá.
Alguns minutos depois toca a campanhia de novo, é o meu cunhado com um menino de carroça: ele vai tirar a terra prá você!
Aí começou o forfer. Zeca latindo pro menino, menino com medo do Zeca, meu cunhado tentando mudar a coleira dele do lugar para o menino conseguir trabalhar, eu ligando pro Marcos para saber como fazia para soltar a bendita coleira...Depois resolvemos trocar a coleira dele, o Zeca todo agitado, meu cunhado surpreso com a força que ele tem, eu tentando acalmar o Zeca, menino só de olho encostado no portão. Derepente o Zeca escapou das nossas mãos e gritamos em uníssomo: Fecha o portão! O menino leva um susto danado e mais do que rápido pulou prá fora e bateu o portão. Tive uma crise de riso. Decidimos deixar o Zeca preso na área. Quando abrimos o portão da garagem e ele vê o cavalo, começa uma sessão de latidos que quase ficamos loucos. Desligo a máquina e me junto a eles. Meu cunhado foi atrás de uma pá e coração de ouro que é começou a ajudar o menino enchendo as caixas improvisadas para ele carregar a terra. Eu pego uma enchada e ajudo como dá. Papo vai, papo vem, descobrimos que o garoto tem 15 anos. Não daria prá ele mais de 10, juro. Mas que bom, este ano ele termina a 8ªsérie e já o alertamos: não é para parar de estudar heim? Tem mais 3 irmãos. Trabalha catando coisas na rua para vender para o ferro-velho. Você é corintiano né? Eu? Não! Sou São Paulino. Quase me mato de rir da cara que meu cunhado fez. E eu aqui te ajudando? Se eu soubesse tinha ficado ali ó sentado vendo você trabalhar. Até parece!
Corro lá dentro pego algumas camisetas para dar para o garoto, alguns pacotes de bolacha, um boné, R$20,00 ponho tudo dentro de uma sacola e entrego para ele. Fico pensando nele o dia inteiro, já queria comprar material escolar, roupas, tudo prá ele.
Comentei esses dias com minha irmã, a gente só lembra de ajudar essas pessoas no Natal, montamos sacolinhas, doamos alimentos, e no resto do ano eles não precisam mais? Nós somos hipócritas, disse a Alessandra que ouvia nossa conversa. Ela tem razão.
10/12/2007
Sexta a tarde tive uma crise de enxaqueca que acredito a foi pior que já tive. Aliás, já fazia muito tempo que não tinha enxaqueca e quanto mais desse jeito, com direito a manchas na vista e tudo. Horrível.
Sábado trabalhei das 07:00 às 19:00. Dureza. Só na base de frutas, vitamina e batata frita pois sempre me dá vontade de comer coisas salgadas quando a crise começa a passar.
Domingo levantei animada por incrivel que pareça. Comecei a recolher as roupas sujas e ao mesmo tempo fui dando uma organizada básica no armário. Lembrei da àrvore de Natal e pensei, "depois que terminar de lavar a roupa vou procurá-la para colocar na sala". Olhei prá pilha, ou melhor, para as pilhas de roupas para passar (agora são duas) e pensei: "vou tentar passar pelo o menos um pouco mais tarde".
Joguei toda roupa suja pela sacada e desci com mil coisas prá fazer na cabeça. Mal começo a lavar roupa, toca a campainha, era meu cunhado querendo se o homem tinha vindo para tirar a terra da garagem (terra que sobrou depois de termos reposto a grama no quintal), respondi que não e ele falou: vou ver se eu encontro outro, se eu achar falo para ele vir aqui.
Estavámos há duas semanas com essa terra na garagem e não conseguiamos encontrar um desses homens que catam lixo reciclável com seus carrinhos para eles tirarem a terra de lá.
Alguns minutos depois toca a campanhia de novo, é o meu cunhado com um menino de carroça: ele vai tirar a terra prá você!
Aí começou o forfer. Zeca latindo pro menino, menino com medo do Zeca, meu cunhado tentando mudar a coleira dele do lugar para o menino conseguir trabalhar, eu ligando pro Marcos para saber como fazia para soltar a bendita coleira...Depois resolvemos trocar a coleira dele, o Zeca todo agitado, meu cunhado surpreso com a força que ele tem, eu tentando acalmar o Zeca, menino só de olho encostado no portão. Derepente o Zeca escapou das nossas mãos e gritamos em uníssomo: Fecha o portão! O menino leva um susto danado e mais do que rápido pulou prá fora e bateu o portão. Tive uma crise de riso. Decidimos deixar o Zeca preso na área. Quando abrimos o portão da garagem e ele vê o cavalo, começa uma sessão de latidos que quase ficamos loucos. Desligo a máquina e me junto a eles. Meu cunhado foi atrás de uma pá e coração de ouro que é começou a ajudar o menino enchendo as caixas improvisadas para ele carregar a terra. Eu pego uma enchada e ajudo como dá. Papo vai, papo vem, descobrimos que o garoto tem 15 anos. Não daria prá ele mais de 10, juro. Mas que bom, este ano ele termina a 8ªsérie e já o alertamos: não é para parar de estudar heim? Tem mais 3 irmãos. Trabalha catando coisas na rua para vender para o ferro-velho. Você é corintiano né? Eu? Não! Sou São Paulino. Quase me mato de rir da cara que meu cunhado fez. E eu aqui te ajudando? Se eu soubesse tinha ficado ali ó sentado vendo você trabalhar. Até parece!
Corro lá dentro pego algumas camisetas para dar para o garoto, alguns pacotes de bolacha, um boné, R$20,00 ponho tudo dentro de uma sacola e entrego para ele. Fico pensando nele o dia inteiro, já queria comprar material escolar, roupas, tudo prá ele.
Comentei esses dias com minha irmã, a gente só lembra de ajudar essas pessoas no Natal, montamos sacolinhas, doamos alimentos, e no resto do ano eles não precisam mais? Nós somos hipócritas, disse a Alessandra que ouvia nossa conversa. Ela tem razão.
Buda - O mito e a realidade (cont.)
(Primeiros trechos aqui.)
Portanto,podemos distinguir duas mentes: a das impurezas e a búdica. A primeira é incontrolável como um cavalo chucro. Ela é rápida, marota, fingida e gosta de pregar peças. E nós, muitas vezes, nos deixando enganar por ela. A mente impura derrota nossa mente búdica porque não somos capazes de distinguir uma coisa da outra. Ela faz nosso corpo sofrer. Permitimos que ela se deixe dominar pela enxurrada de ilusões e impurezas que nos são trazidas pelo desejo e pelo apego. Sempre foi assim. A mente ilusória abre mão do poder de controlar seus atos, o que é um perigo, porque ela controla o corpo e a vida. Não existe no mundo nada mais poderoso do que a mente. Ela é capaz de criar as piores armas de destruição em massa e os mais temíveis demônios, aqueles que nos impedem de dormir à noite ou de passar sozinhos nos lugares escuros. Tudo está contido na mente e nada está fora dela. É melhor não deixá-la a vontade. Controlar a mente dá muito trabalho. Talvez essa seja a maior dificuldade para quem quer seguir o Budismo.
...O controle da mente impura proporciona o domínio dos três venenos identicados por Buda: cobiça, ignorância e ira. Esta pode ser desdobrada em raiva, ciúme, crueldade,abuso e satisfação quando outras pessoas sofrem. Como se o sofrimento dos outros aliviasse o nosso. Isso quer dizer que irá é capaz de destruir a bondade e prejudica o caminho do meio. Devemos nos perguntar constatemente se estamos prejudicando outras pessoas e aumentando nosso carma negativo. A constatação é simples, basta avaliar se as pessoas à nossa volta estão felizes ou infelizes. Se somos capazes de espalhar felicidade por que fazer ao contrário? A compaixão é a superação da ira; podemos obter o que precisamos da forma mais humana e búdica possível. O cotidiano, impulsionado pelo capitalismo hiperativo, mantém as pessoas sob constante sensação de insatisfação. Queremos cada vez mais. Se não temos, ficamos infelizes; se alcançamos as metas impostas, novas metas mais difíceis são acertadas. Continua a infelicidade. No plano pessoal, é possível nos acostumarmos a ficar felizes com o que possuímos e satisfazer com tranquilidade as necessidades. Os budistas querem alcançar o nirvana, por isso a preocupação de acumulação desnecessária não faz parte de suas prioridades.
Portanto,podemos distinguir duas mentes: a das impurezas e a búdica. A primeira é incontrolável como um cavalo chucro. Ela é rápida, marota, fingida e gosta de pregar peças. E nós, muitas vezes, nos deixando enganar por ela. A mente impura derrota nossa mente búdica porque não somos capazes de distinguir uma coisa da outra. Ela faz nosso corpo sofrer. Permitimos que ela se deixe dominar pela enxurrada de ilusões e impurezas que nos são trazidas pelo desejo e pelo apego. Sempre foi assim. A mente ilusória abre mão do poder de controlar seus atos, o que é um perigo, porque ela controla o corpo e a vida. Não existe no mundo nada mais poderoso do que a mente. Ela é capaz de criar as piores armas de destruição em massa e os mais temíveis demônios, aqueles que nos impedem de dormir à noite ou de passar sozinhos nos lugares escuros. Tudo está contido na mente e nada está fora dela. É melhor não deixá-la a vontade. Controlar a mente dá muito trabalho. Talvez essa seja a maior dificuldade para quem quer seguir o Budismo.
...O controle da mente impura proporciona o domínio dos três venenos identicados por Buda: cobiça, ignorância e ira. Esta pode ser desdobrada em raiva, ciúme, crueldade,abuso e satisfação quando outras pessoas sofrem. Como se o sofrimento dos outros aliviasse o nosso. Isso quer dizer que irá é capaz de destruir a bondade e prejudica o caminho do meio. Devemos nos perguntar constatemente se estamos prejudicando outras pessoas e aumentando nosso carma negativo. A constatação é simples, basta avaliar se as pessoas à nossa volta estão felizes ou infelizes. Se somos capazes de espalhar felicidade por que fazer ao contrário? A compaixão é a superação da ira; podemos obter o que precisamos da forma mais humana e búdica possível. O cotidiano, impulsionado pelo capitalismo hiperativo, mantém as pessoas sob constante sensação de insatisfação. Queremos cada vez mais. Se não temos, ficamos infelizes; se alcançamos as metas impostas, novas metas mais difíceis são acertadas. Continua a infelicidade. No plano pessoal, é possível nos acostumarmos a ficar felizes com o que possuímos e satisfazer com tranquilidade as necessidades. Os budistas querem alcançar o nirvana, por isso a preocupação de acumulação desnecessária não faz parte de suas prioridades.
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Trechos de Livros
15 fevereiro, 2008
MP3
Ontem foi a primeira vez que usei meu MP3 para andar na rua, só estava usando no fretado. Foi divertido subir as escadas do metrô ouvindo "Não se reprima" do Menudo e me imaginando fazendo a coreografia ali mesmo!
Essa música me lembra outra cena também, logo que comprei o MP3 meu irmão passou um monte de músicas que ele tinha no lap top dele pro MP3, daí ficamos nós dois, cada um com um fone ouvindo, quando começou essa música imediatamente nós começamos a dançar aquela famigerada coreografia, um de frente pro outro. Rimos muito!
Essa música me lembra outra cena também, logo que comprei o MP3 meu irmão passou um monte de músicas que ele tinha no lap top dele pro MP3, daí ficamos nós dois, cada um com um fone ouvindo, quando começou essa música imediatamente nós começamos a dançar aquela famigerada coreografia, um de frente pro outro. Rimos muito!
14 fevereiro, 2008
Outro Zeca
Ele me liga: - Vai ter show do Zeca Baleiro sábado lá no parque Central, vamos?
Eu, animadíssima: Que horas?
Ele: Às 20h.
Eu: VAMOS!
Que delícia! Adoro shows, adoro o Zeca Baleiro. Bom começo de ano!
Eu, animadíssima: Que horas?
Ele: Às 20h.
Eu: VAMOS!
Que delícia! Adoro shows, adoro o Zeca Baleiro. Bom começo de ano!
11 fevereiro, 2008
08 fevereiro, 2008
Silêncio
O silêncio é a semente de todos os poderes. Quando você está livre de pensamentos negativos e inúteis, sua mente fica em silêncio e entra em contato com as qualidades mais puras da alma. No silêncio você se aproxima de Deus e é capaz de ouvi-lo. No silêncio você entra em harmonia com você mesmo, com os outros e com a matéria. Lembre-se que o poder do silêncio facilita decisões e ajuda a ultrapassar todos os problemas, facilmente.
(por Brahma Kumaris)
(por Brahma Kumaris)
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Importante
05 fevereiro, 2008
A vida como ela é

Ônibus - Centro - Terminal Vila Luzita, ouço essa história:
- Lembra quando aconteceu aquela história do anticoncepcional com farinha?
- Lembro!
- Pois é, era o que eu tomava na época. Quando vi aquela reportagem na tv, gelei. 34 anos, 3 filhos, não pensava nem em sonho ter outro. Já tinha fechado a fábrica, já. Pois vi aquela reportagem e entrei em pânico. Contei pro meu marido e ele nem tchum. Eu falava, falava, do meu medo, do risco, e ele com aquela cara de quem está tentando se concentrar no jornal. Depois já na cama, continuei a falar e ele me disse: marca uma consulta com sua médica pra ver. Isso! pensei, vou marcar amanhã mesmo. Nisso ouço sua respiração alta, dormiu. Como ele conseguiu dormir com aquela situação? Com aquela possibilidade? Estávamos até com dificuldades financeiras e a possibilidade de mais um filho (não planejado) não o abalava? Por quê?
Porque, ela mesma conclui, filho é problema de mulher mesmo. Filho é a mulher quem cuida. Homem não carrega filho quando resolve ir embora não. Deixa tudo.
*********
04 fevereiro, 2008
Cinema em casa
Estou aproveitando estes dias em casa para ver filmes. Já vi:

Ainda faltam:


Ontem fomos lá na feirinha da Liberdade, compramos algumas coisinhas para enfeitar a nossa casa, comemos tempurá (amo!), bolinho de bacalhau (Marcos), bolinho de carne (eu). Acabei encontrando também um dvd que queria comprar para meu pai! Sorte!
Hoje fomos visitar minha sogra e depois Carrefour, despesa do mês.
E amanhã, ai, ai, que dureza: lavar roupa! Ninguém merece...

Ainda faltam:

Ontem fomos lá na feirinha da Liberdade, compramos algumas coisinhas para enfeitar a nossa casa, comemos tempurá (amo!), bolinho de bacalhau (Marcos), bolinho de carne (eu). Acabei encontrando também um dvd que queria comprar para meu pai! Sorte!
Hoje fomos visitar minha sogra e depois Carrefour, despesa do mês.
E amanhã, ai, ai, que dureza: lavar roupa! Ninguém merece...
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