Alguém mais notou um clarão ontem no final do dia? Tinha acabado de chegar em casa e quando olhei pra fora até levei um susto! Tudo claro, meio amarelado, como se tivesse uma grande luz acesa lá fora.
No ano retrassado lembro de ter acontecido o mesmo e se não me engano vi uma reportagem dizendo que o fenômemo se assemelhava a aurora austral. Será que aconteceu de novo?
27 novembro, 2008
25 novembro, 2008
23 novembro, 2008
Coisas simples
Enquanto espero a roupa secar lá fora para passá-la, ponho um cd pra rolar, então danço na sala com muita empolgação, o Zeca me olhando com aquela cara de "o quê que ela tá fazendo, é doida?". E eu feliz danço e aos berros acompanho a música.
Sou feliz e não preciso de muito pra isso. As coisas simples geralmente me fazem um bem danado.
Adoro quando chego em casa na sexta-feira e abro a porta de casa e sinto aquele cheirinho de casa limpa. E depois de lavar a roupa, tomo banho e me deito sob os lençóis limpos e cheirosos sou mais feliz ainda.
Nas manhãs de domingo, ligo a tv e posso tomar café assistindo Friends me realizo.
No final do dia penso que tanta coisa ruim poderia ter acontecido e o que aconteceu foram só alguns perrengues no escritório esqueço tudo e vou ler um livro.
Ontem a noite está muito feliz deitada no sofá com o Marcos assistindo tv, comendo pop corn, tomando suco de soja, e olhando pro Zequinha dormindo no canto da sala, enquanto a chuva caia lá fora.
Todos os meses agradeço quando vou ao banco pagar mais uma prestação da casa, que a cada mês se torna mais nossa.
Adoro quando recebo o recadinho ou telefonema de uma pessoa querida.
Fico feliz quando faz sol e seca a roupa no varal e fico feliz quando chove e molha toda a grama.
Fico feliz quando durmo abraçada ao braço do Marcos e sinto ele pertinho a noite inteira.
Quando ligo para os meus pais e ouço eles contando as novidades animados.
Quando tenho um livro para ler ou um bom filme para assistir.
Quando saio da terapia e penso: hoje várias fichas caiaram.
Quando escuto meus sobrinhos me chamando de tia Tata.
Quando toca na rádio uma música que eu gosto muito.
Fico feliz quando no meio de tantas coisas ruins e nos percalços do dia-a-dia eu tenho (e percebo) outras tantas para me alegrar. E que a grande maioria delas não me custam muito ou me vêm de graça.

Sou feliz e não preciso de muito pra isso. As coisas simples geralmente me fazem um bem danado.
Adoro quando chego em casa na sexta-feira e abro a porta de casa e sinto aquele cheirinho de casa limpa. E depois de lavar a roupa, tomo banho e me deito sob os lençóis limpos e cheirosos sou mais feliz ainda.
Nas manhãs de domingo, ligo a tv e posso tomar café assistindo Friends me realizo.
No final do dia penso que tanta coisa ruim poderia ter acontecido e o que aconteceu foram só alguns perrengues no escritório esqueço tudo e vou ler um livro.
Ontem a noite está muito feliz deitada no sofá com o Marcos assistindo tv, comendo pop corn, tomando suco de soja, e olhando pro Zequinha dormindo no canto da sala, enquanto a chuva caia lá fora.
Todos os meses agradeço quando vou ao banco pagar mais uma prestação da casa, que a cada mês se torna mais nossa.
Adoro quando recebo o recadinho ou telefonema de uma pessoa querida.
Fico feliz quando faz sol e seca a roupa no varal e fico feliz quando chove e molha toda a grama.
Fico feliz quando durmo abraçada ao braço do Marcos e sinto ele pertinho a noite inteira.
Quando ligo para os meus pais e ouço eles contando as novidades animados.
Quando tenho um livro para ler ou um bom filme para assistir.
Quando saio da terapia e penso: hoje várias fichas caiaram.
Quando escuto meus sobrinhos me chamando de tia Tata.
Quando toca na rádio uma música que eu gosto muito.
Fico feliz quando no meio de tantas coisas ruins e nos percalços do dia-a-dia eu tenho (e percebo) outras tantas para me alegrar. E que a grande maioria delas não me custam muito ou me vêm de graça.

Fiquei feliz também quando fuçando numa loja de artesanatos encontrei esse adesivo de borboleta e imaginei ele colocado no espelho do nosso banheiro. Pensei: vai ficar lindo. E ficou. Então me alegro um pouquinho todos os dias de manhã quando vou escovar os dentes. É lógico que tem dias que essa alegria se dissipa no segundo seguinte pois me lembro de algo que preciso resolver ou algo ruim que aconteceu. Mas prefiro me lembrar nos dias que olhei e pensei: nossa realmente adorei esse adesivo de borboleta. E segui para mais um dia.
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21 novembro, 2008
Bridget Jones
Ontem fomos conhecer a nova casa da nossa amiga Cris.
Delícia de tarde!
Conversamos, brincamos, demos muitas risadas.
Adoro ver o modo como ela cria e organiza a casa, o quarto dela. Cada canto um detalhe que faz toda a diferença. Pena que a máquina não funcionou e não consegui tirar nenhuma fotinha.Fica para a próxima vez.
Adorei que agora estamos morando mais próximas!
Precisamos é tomar vergonha na cara e nos encontrarmos mais não é?

Delícia de tarde!
Conversamos, brincamos, demos muitas risadas.
Adoro ver o modo como ela cria e organiza a casa, o quarto dela. Cada canto um detalhe que faz toda a diferença. Pena que a máquina não funcionou e não consegui tirar nenhuma fotinha.Fica para a próxima vez.
Adorei que agora estamos morando mais próximas!
Precisamos é tomar vergonha na cara e nos encontrarmos mais não é?

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19 novembro, 2008
18 novembro, 2008
Sem chance
Não teve jeito. O bonequinho de Natal esquiando virou presente. Dei para minha irmã.
Até tentei pendurá-lo na porta mas sempre pensava: nada a ver! Não temos neve aqui!
Então pendurei o enfeite do ano passado, um laço com o rosto do papai-noel. É pequeno, aliás nem é enfeite de porta propriamente dito. Veio em uma cestinha que ganhei no ano passado e acabei adaptando.
Também já coloquei a minha arvorezinha de pachwork na sala e as três menininhas-anjinhas-cantoras-tocadoras na frente. Pronto. Que venha o Natal!
Até tentei pendurá-lo na porta mas sempre pensava: nada a ver! Não temos neve aqui!
Então pendurei o enfeite do ano passado, um laço com o rosto do papai-noel. É pequeno, aliás nem é enfeite de porta propriamente dito. Veio em uma cestinha que ganhei no ano passado e acabei adaptando.
Também já coloquei a minha arvorezinha de pachwork na sala e as três menininhas-anjinhas-cantoras-tocadoras na frente. Pronto. Que venha o Natal!
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17 novembro, 2008
.
A turma parecia de primário. Nós estávamos renvidicando ao professor o direito de usarmos um objeto (parecia uma calculadora) para fazer os exercícios. Mas o ambiente era agradável, não era de revolta. No final todos abaixávamos a cabeça na carteira e levantamos com as duas mãos o tal objeto para mostrar que todos queriam a mesma coisa. Terminada a aula ia para casa com mais algumas crianças contentes pela rua comentando o acontecimento. E já pensando como seria a aula seguinte, já que o professor iria nos ensinar novos problemas.
O despertador tocou e a realidade bateu forte logo de cara. Parece que todos os problemas e incômodos vieram a tona.
Lastimei ter acordado, lastimei que tudo aquilo era sonho...
O despertador tocou e a realidade bateu forte logo de cara. Parece que todos os problemas e incômodos vieram a tona.
Lastimei ter acordado, lastimei que tudo aquilo era sonho...
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14 novembro, 2008
11 novembro, 2008
Faxina, ueba!
Esses dias numa troca de e-mail com uma colega comentei como fico ansiosa, quando vai chegando o final do ano, para fazer a super-faxina em casa. Pode parecer loucura mas eu a-do-ro fazer esse faxinão.
Dezembro vai chegando, começa aquela correria doida e a casa, que já não está aquela organização, vai ficando cada vez mais bagunçadinha. Coisas fora do lugar, coisas para doar, contas e documentos para arquivar, armários pedindo uma limpezinha extra e por aí vai.
As vezes até penso: vou arrumar pelo o menos essa gaveta, mas depois logo desisto. Como não vou conseguir fazer tudo de uma vez, fazer uma coisa só vai estragar o prazer que é: primeiro dia de férias, acordar cedo e pensar: a partir de hoje não vou mais precisar me preocupar com as coisas do escritório(por 30 dias claro). Tomar um café, colocar uma roupa beeem velha, prender o cabelo e...começar!
Nossa que delícia!
Logo vão os sacos de lixo vão se enchendo, pilhas para doação começam a crescer, e tudo vai ficando organizado e cheiroso. Ai, ai.
Pra mim é quase fundamental começar o ano com a casa toda em ordem, pode parecer bobagem mas pra mim faz sentido. Esse ano (2008) acabei deixando pra fazer a faxina depois do ano novo, não foi a mesma coisa. Até o ânimo não era o mesmo. Quando foi chegando no final já estava fazendo tudo meio que nas coxas. Não gostei.
Esse ano vou fazer o máximo para conseguir fazer nos últimos dias de Dezembro. Tomara que dê certo.
Já por outro lado no próximo ano não vou precisar fazer uma coisa que eu achava bem chato. Passar a agenda a limpo. Protelava até para fazer isso.
Esse ano comprei uma caderneta com elástico e criei uma agenda para mim, aniversários, endereços de amigos, sites legais, anotações de florais, um monte de coisas que eu realmente uso no ano inteiro.
Comprei outra pequenininha para os telefones que também tem um bloquinho para anotações. Uma beleza.
Tô feliz por não perder mais tempo com isso. Espero aproveitá-lo fazendo alguma coisa que me agrade mais.
Dezembro vai chegando, começa aquela correria doida e a casa, que já não está aquela organização, vai ficando cada vez mais bagunçadinha. Coisas fora do lugar, coisas para doar, contas e documentos para arquivar, armários pedindo uma limpezinha extra e por aí vai.
As vezes até penso: vou arrumar pelo o menos essa gaveta, mas depois logo desisto. Como não vou conseguir fazer tudo de uma vez, fazer uma coisa só vai estragar o prazer que é: primeiro dia de férias, acordar cedo e pensar: a partir de hoje não vou mais precisar me preocupar com as coisas do escritório(por 30 dias claro). Tomar um café, colocar uma roupa beeem velha, prender o cabelo e...começar!
Nossa que delícia!
Logo vão os sacos de lixo vão se enchendo, pilhas para doação começam a crescer, e tudo vai ficando organizado e cheiroso. Ai, ai.
Pra mim é quase fundamental começar o ano com a casa toda em ordem, pode parecer bobagem mas pra mim faz sentido. Esse ano (2008) acabei deixando pra fazer a faxina depois do ano novo, não foi a mesma coisa. Até o ânimo não era o mesmo. Quando foi chegando no final já estava fazendo tudo meio que nas coxas. Não gostei.
Esse ano vou fazer o máximo para conseguir fazer nos últimos dias de Dezembro. Tomara que dê certo.
Já por outro lado no próximo ano não vou precisar fazer uma coisa que eu achava bem chato. Passar a agenda a limpo. Protelava até para fazer isso.
Esse ano comprei uma caderneta com elástico e criei uma agenda para mim, aniversários, endereços de amigos, sites legais, anotações de florais, um monte de coisas que eu realmente uso no ano inteiro.
Comprei outra pequenininha para os telefones que também tem um bloquinho para anotações. Uma beleza.
Tô feliz por não perder mais tempo com isso. Espero aproveitá-lo fazendo alguma coisa que me agrade mais.
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06 novembro, 2008
Finalmente
Estava torcendo para que isso acontecesse.

Me lembrei de quando aconteceu por aqui.
Independente do que veio depois esse é um momento que nunca vou me esquecer, e que me emocionei muito. Se tivesse filhos com certeza contaria para eles com orgulho sobre esse dia.Só faltou ele lá Rio.

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02 novembro, 2008
O livro da bruxa
Terminei de ler o "O livro da bruxa", gostei, mas talvez eu tenha o superestimado. Esperava mais. Mas mesmo assim valeu a leitura. A história nos dá aqueles toques básicos de atenção na vida que muitas vezes deixamos de prestar atenção. E que são preciosos.
A história fala sobre o encontro de uma velhinha de 85 anos com um médico. E o encontro se faz depois que a "bruxa" lê o artigo abaixo escrito pelo médico:
A escola de pintura
Outro dia um amigo me perguntou o que eu acho que é vida. Resposta difícil não é? Vou contar como respondi.
Imagine uma escola de pintura. Ao entrar, você recebe uma tela em branco e encontra vários alunos pintando. Muitos estão trabalhando há anos, e os quadros são de todos os tipos, desde obras maravilhosas até telas completamentes destruídas. As tintas, os pincéis e os materiais de pintura estão espalhados pela sala, alguns bem acessíveis, outros em locais difíceis. Apesar de ser uma escola, não há professores. É tudo por sua conta.
O que você faria nessa situação? Pegara qualquer pincel e simplesmente espalharia tintas em sua tela? Observaria os que estão trabalhando e tentaria imitar alguém famoso? Juntaria sua tela à de outras pessoas e pintaria um grande painel em equipe? Tentatia criar uma obra original e aprender com seus próprios erros? Utilizaria apenas os materias mais acessíveis ou batalharia para conseguir também os mais dificeis?
Volto a perguntar o que você faria?
Na minha opinião, a vida é como esta escola de pintura. As pinceladas são nossas ações.
Às vezes, damos pinceladas de mestre. Usamos o tipo certo de pincel a mistura correta das cores e movimentos precisos. São as nossas boas ações. Aquelas que nos fazem dormir tranquilos e com sorrios nos lábios.
Outras vezes, borramos todo nosso quadro e pensamos: "Argh!Estraguei tudo! Não tem mais jeito! Desejamos até jogar a tela fora e parar tudo. Vamos dormir arrassados e querendo morrer.
É nesta hora que precismaos lembrar da escola de pintura. Não se desepere. Por mais borrado que seu quadro esteja, você sempre pode pegar um pincel limpo, as tintas certas e pintar por cima.
Se você disse algo ruim para alguém, peça perdão. Se fez algo que não deveria, volte lá e conserte. Se deixou passar uma oportunidade de elogiar, procure a pessoa ou pegue o telefone e faça o elogio. Se teve vontade de acariciar alguém e não o fez, faça-o na próxima vez que encontrá-lo(a) e diga apenas que está acertando seu quadro - tenho certeza de que você será compreendido.
A única coisa qe você não deve fazer é deixar os borrões aparecendo. Não interessa quão antigos eles sejam. Se estiverem lá, corrija-os. É corrigindo que aprendemos a não cometê-los e nos tornamos artistas cada vez melhores.
Fazendo assim, não importa se teremos mais duzentos anos ou apenas mais um dia para nossa pintura. Quando formos chamados para espô-la, esta estará perfieta. Talento, tenho certeza, todos nós temos.
Outros trechos:
...
- Mas - continuei - devo confessar que terei muita dificuldade de pôr em prática esses conhecimentos.
- Não sei por quê. Tudo de que precisa está o tempo todo diante de seus olhos. Você só não vê se não estive procurando - comentou.
- Falar é fácil - murmurei.
- Quantos parafusos você se lembra de ter visto hoje? perguntou subitamente.
- Quantos o quê?!
- Você ouviu muito bem. Quantos parafusos você se lembra de ter visto hoje?
- Para ser sincero, nenhum.
-Você não viu nenhum porque não os estava procurando. Quando estiver, encontrará parafusos em todos os lugares.
Olhei para o painel do carro e imediatamente encontrei dois parafusos.
- Parafusos são muitos comuns - desdenhei.
- As outras coisas podem exigir uma busca mais persistente. Todavia, se você não procurá-las, jamais as encontrará. Sem procura não há descoberta - sentenciou.
Fiquei pensando em silêncio.
- A natureza mostra que temos de manter o esforço durante algum tempo, até o processo atingir seu limiar, depois ele se mantém por si mesmo - disse.
- Você tem de iniciar sua busca conscientemente. Isso exige algum esforço, mas, se sustentá-lo até o limiar, tudo passará a acontecer sozinho. É uma lei natural - finalizou.
- O problema são os tropeços no caminho - comentei - Somos muitos fracos.
- Engano seu - discordou - Somos muito fortes. O que nos aprisiona é a acomodação.
...Nas semanas seguintes, a rotina engoliu-me novamente. Apenas algumas fagulhas do que aprendera com minha amiga cintilavam em raras ocasiões. Como ela havia previsto, os exageros das atividades cotidianas me empediram de perceber o que era essencial para ser feliz.
***
E agora (finalmente Isa!) vou começar a ler "Se a vida é um jogo, estas são as regras". Estou ansiossima, depois conto aqui o que achei.
A história fala sobre o encontro de uma velhinha de 85 anos com um médico. E o encontro se faz depois que a "bruxa" lê o artigo abaixo escrito pelo médico:
A escola de pintura
Outro dia um amigo me perguntou o que eu acho que é vida. Resposta difícil não é? Vou contar como respondi.
Imagine uma escola de pintura. Ao entrar, você recebe uma tela em branco e encontra vários alunos pintando. Muitos estão trabalhando há anos, e os quadros são de todos os tipos, desde obras maravilhosas até telas completamentes destruídas. As tintas, os pincéis e os materiais de pintura estão espalhados pela sala, alguns bem acessíveis, outros em locais difíceis. Apesar de ser uma escola, não há professores. É tudo por sua conta.
O que você faria nessa situação? Pegara qualquer pincel e simplesmente espalharia tintas em sua tela? Observaria os que estão trabalhando e tentaria imitar alguém famoso? Juntaria sua tela à de outras pessoas e pintaria um grande painel em equipe? Tentatia criar uma obra original e aprender com seus próprios erros? Utilizaria apenas os materias mais acessíveis ou batalharia para conseguir também os mais dificeis?
Volto a perguntar o que você faria?
Na minha opinião, a vida é como esta escola de pintura. As pinceladas são nossas ações.
Às vezes, damos pinceladas de mestre. Usamos o tipo certo de pincel a mistura correta das cores e movimentos precisos. São as nossas boas ações. Aquelas que nos fazem dormir tranquilos e com sorrios nos lábios.
Outras vezes, borramos todo nosso quadro e pensamos: "Argh!Estraguei tudo! Não tem mais jeito! Desejamos até jogar a tela fora e parar tudo. Vamos dormir arrassados e querendo morrer.
É nesta hora que precismaos lembrar da escola de pintura. Não se desepere. Por mais borrado que seu quadro esteja, você sempre pode pegar um pincel limpo, as tintas certas e pintar por cima.
Se você disse algo ruim para alguém, peça perdão. Se fez algo que não deveria, volte lá e conserte. Se deixou passar uma oportunidade de elogiar, procure a pessoa ou pegue o telefone e faça o elogio. Se teve vontade de acariciar alguém e não o fez, faça-o na próxima vez que encontrá-lo(a) e diga apenas que está acertando seu quadro - tenho certeza de que você será compreendido.
A única coisa qe você não deve fazer é deixar os borrões aparecendo. Não interessa quão antigos eles sejam. Se estiverem lá, corrija-os. É corrigindo que aprendemos a não cometê-los e nos tornamos artistas cada vez melhores.
Fazendo assim, não importa se teremos mais duzentos anos ou apenas mais um dia para nossa pintura. Quando formos chamados para espô-la, esta estará perfieta. Talento, tenho certeza, todos nós temos.
Outros trechos:
...
- Mas - continuei - devo confessar que terei muita dificuldade de pôr em prática esses conhecimentos.
- Não sei por quê. Tudo de que precisa está o tempo todo diante de seus olhos. Você só não vê se não estive procurando - comentou.
- Falar é fácil - murmurei.
- Quantos parafusos você se lembra de ter visto hoje? perguntou subitamente.
- Quantos o quê?!
- Você ouviu muito bem. Quantos parafusos você se lembra de ter visto hoje?
- Para ser sincero, nenhum.
-Você não viu nenhum porque não os estava procurando. Quando estiver, encontrará parafusos em todos os lugares.
Olhei para o painel do carro e imediatamente encontrei dois parafusos.
- Parafusos são muitos comuns - desdenhei.
- As outras coisas podem exigir uma busca mais persistente. Todavia, se você não procurá-las, jamais as encontrará. Sem procura não há descoberta - sentenciou.
Fiquei pensando em silêncio.
- A natureza mostra que temos de manter o esforço durante algum tempo, até o processo atingir seu limiar, depois ele se mantém por si mesmo - disse.
- Você tem de iniciar sua busca conscientemente. Isso exige algum esforço, mas, se sustentá-lo até o limiar, tudo passará a acontecer sozinho. É uma lei natural - finalizou.
- O problema são os tropeços no caminho - comentei - Somos muitos fracos.
- Engano seu - discordou - Somos muito fortes. O que nos aprisiona é a acomodação.
...Nas semanas seguintes, a rotina engoliu-me novamente. Apenas algumas fagulhas do que aprendera com minha amiga cintilavam em raras ocasiões. Como ela havia previsto, os exageros das atividades cotidianas me empediram de perceber o que era essencial para ser feliz.
***
E agora (finalmente Isa!) vou começar a ler "Se a vida é um jogo, estas são as regras". Estou ansiossima, depois conto aqui o que achei.
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