Peguei somente vinte dias, não fui visitar meus pais, fizemos viagens curtinhas que achei cansativo, foi um tal de fazer as malas, desfazer as malas sem fim. Chegar de viagem, lavar aquele mundaréu de roupas, organizar a bagunça, passar a roupa, guardar e logo em seguida: arrumar a mala, não esquecer de nada...afê.
Fora os cuidados com o Zeca, conseguir uma pessoa que cuidasse dele, explicar tudo...
Bom, meus anjos foram a Cris (que cuidou dele por duas vezes!) e a Alessandra que ficou de babá quando fomos passar uns dias na praia. As duas ganharam manchas roxas nas pernas devido as brincadeiras do cãozinho.
As viagens foram agradáveis mas senti muita falta de fazer algo mais a minha cara. Senti falta de estar perto da natureza, de observar, de tocar, de aprender.
Quando fomos para Peruíbe (praia) estávamos super perto da Serra da Juréia, reserva ambiental, e por coincidência alguns dias antes eu tinha visto uma reportagem na tv desse lugar que é maravilhoso, e eu fiquei o tempo morrendo de vontade de ir prá lá fazer uma trilha beeeem longa e depois tomar um banho de cachoeira. Mas não foi dessa vez.
Nós fomos para o interior também, para a chácara. Muitos beija-flores, passarinhos e tals, que eu também adoro. Mas devido ao grande número de pessoas por lá era quase impossível parar um pouquinho, ler e pensar na vida.
Mas tiveram umas coisas bem legais: numa manhã saí para andar de bicicleta com o Marcos. Delícia andar por aquelas estradinhas de terra, com muitas árvores floridas, passárinhos prá lá e prá cá e quando pegavámos uma ladeira prá descer, nossa! se eu fechar os olhos agora sou capaz de sentir a sensação maravilhosa do vento forte, amenizando o calor e refrescando a alma.
Tudo bem que o fôlego para pedalar já não é mais o mesmo mas...
Depois teve uma noite, quando já estavamos deitados, recebemos a visita de dois vagalumes. Nossa, quanto tempo eu não via um desses. Lembro de quando erámos crianças e eles apareciam no nosso quarto, era uma alegria só.
Acho que o que fizemos de mais legal nas férias foi termos ido doar sangue. Faz tempo que eu estava chamando o Marcos para fazer isso e finalmente fomos. A decisão foi derepente, ele me chamou para ir ao Brás para comprar puxadores e outras coisas para as portas que ele estava fazendo para nossa estante e eu lembrei: nós podemos então aproveitar e irmos até o Hospital da Clínicas para doar sangue! Ele topou e nós fomos!
Bom, os dias em casa foram poucos, consegui fazer o faxinão antes do ano-novo o que me deixou feliz. Doei várias coisas, mas não consegui organizar as fotos e o caderno de receitas.
Li pouco, assisti alguns filmes em casa que estava querendo ver, mas dessas coisas fiquei com gostinho de quero mais.
O nosso computador deu tchuta, depois de um longo tempo no concerto fomos buscar e cadê que funcionou? Sabadão lá vamos nós novamente para a assistência.
E foi tudo isso que aconteceu. Lembro que voltei a trabalhar meio desanimada, com a sensação de não ter descansado, não ter aproveitado bem as férias.
Daí quando sentei na minha mesa vi o recadinho que o Rafael tinha deixado prá mim e logo abri um sorriso. Que pena que não estava aqui para vê-lo. Ele que fez uma visita rápida pelo Brasil e já voltou para o Canadá, lugar onde está morando há alguns anos.
O Rafa é um mocinho de cabelo de miojo que trabalhou conosco e acabou conquistando todos por aqui. Sempre alegre e bondoso, deixou muita saudade quando resolveu ir morar nos estrageiros.
Traduzindo: Alda, bixo grilo, estive aqui!! Saudades!! Rafa
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