04 junho, 2009

Devaneios

Sou pequenininha
Do tamanho de um botão
Carrego papai no bolso
E mamãe no coração
O bolso se rasgou
Papai caiu no chão
E a mamãe como é querida
Ficou no meu coração

Pois é. Até disso eu me lembrei em mais uma madrugada de insônia. 1h19 da manhã acordo e...permaneço assim até as 05h00.
Entre mil coisas que pensei, me lembrei desse versinho que meus pais me pediam para recitar quando era pequena. Daí dependendo de quem eu falava que “caia no chão” vinham os comentários:
- Ah, o pai é quem cai no chão né? Tudo bem. É assim mesmo.
Ou:
- Olha a mãe cuida dela, faz as coisas pra ela e ainda cai no chão. Deixa você.
Me diz se isso não era tortura infantil? rs, rs
Me lembrei também de um monte de coisa que tenho que fazer no trabalho, do e-mail que tenho que passar para Ju perguntando como está sendo morar no apartamento novo, da roupa que tenho pra lavar, nas fotos pra arrumar... e por aí foi.
O Marcos fala que é porque estamos indo dormir muito cedo, entre 20h30-21h00, eu acho que não pois já fui dormir até mais cedo e fui até o outro dia numa boa.
Aliás, problemas para dormir nunca tive, pelo contrário! Sempre fui daquelas que depois de 5 minutos deitada já estava em outra dimensão!
Mas acabei de me lembrar que tenho capim-santo congelado e hoje vou fazer um chá antes de ir para cama, quero ver só. Muito ruim isso!
Não sei se é porque o Zequinha está dormindo no nosso quarto e eu fico “antenada”, ele ta quietinho, às vezes desce pra fazer suas “coisinhas” no quintal mas logo volta. Daí vem no escuro perto de mim dá uma olhadinha, dá a volta na cama, olha o Marcos e volta pra caminha dele. Uma fofura.
Até ta deixando eu cobrir ele com uma toalha o que é um milagre! Lembro que no ano passado em noites frias colocamos uma camiseta velha do Marcos nele e ele fazia de tudo pra tirar. Geralmente a camiseta ou qualquer pano para cobri-lo amanheciam no meio da grama no dia seguinte.
Ontem, como eu estava “a toa” na madrugada toda, quando ele desceu para fazer xixi arrumei o paninho dele e quando ele voltou e deitou levantei de novo para cobri-lo. E ele todo quietinho, só olhava pra mim e logo dormia.
Teve uma hora que percebi que ele e o Marcos estavam respirando e roncando na mesma sinfonia. Parecia ensaiado. Vê só que doidice.
Se eu tivesse um abajur do lado da cama teria aproveitado para ler, mas sequer tenho um criado-mudo, quanto mais um abajur. Se não tivesse tão frio teria levantado para fazer algo pois teria aproveitado bem o tempo.
Nem tive ânimo para descer pra sala e assistir um pouco de tv, afinal praticamente todas as cobertas da casa estavam na cama.
E pra ajudar ontem no fretado foi a mesma coisa, quando ia chegando perto de casa me deu um sono daqueles da cabeça ficar capengando.
Mas também me atenção se prendeu o caminho todo na conversa de quatro jovens que estão fazendo cursinho pré-vestibular e estão com aquela energia toda pela vida.
Sei que muitos passageiros estavam incomodados com aquele conversê mas eu estava gostando de ouvi-los.
Animados cogitavam a possibilidade de alugarem um apartamento mais próximo do cursinho e morarem todos juntos, assim poderiam estudar mais e tal.
Combinavam que poderiam fazer macarrão para se alimentarem, super-fácil disse uma das meninas. A outra dizia que não se importava em dormir no colchão no chão, nem precisaria de uma cama.
A outra dizia que iria trazer a tv do quarto dela para assistirem o telejornal. O (único) menino dizia que tinha que assistir a novela “das 07” também e foi vaiado pelas meninas.
Tão bom ser jovem né? Uma vontade de fazer as coisas, um pique.
E depois uma delas falou: - A gente ta aqui, todo mundo animado fazendo planos e amanhã a gente chega todos murchos pois o pai de ninguém concordou com a idéia.
Não pude deixar de me divertir com a história.
Então é isso, que isso aqui já virando um jornal.
O frio não arreda o pé mas pelo o menos temos um solzinho para nós dar ânimo e a falsa idéia de que “vai esquentar”.

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