20 fevereiro, 2012

Bola, Bolinha


Essa cachorrinha aí da foto acompanhou meu pai e eu em um passeio de manhã que fomos procurar trapiá para trazer para a mãe do Marcos (dizem que é um bom remédio para tratar do diabete).
Na saída da cidade ela se aproximou da gente e começou a nos seguir, foi indo, indo, parava para descansar, se escondia da motos que passavam na estrada, viu um sagui em uma árvore e latiu até querendo  mostrar ele para nós, atravessou um riacho toda esperta e enfim chegamos em casa.
Claro, ficamos sensibilizados com a companhia dela e como disse meu pai: Se não fosse o Snoppy (que é bem bravinho) cuidaria dela...
Quando chegamos ela ficou se ficou em uma calçada distante talvez com medo do Snoppy e também pelo o que percebemos ela tinha aquele receio natural de cachorro de rua acostumado a ser enxotado. 
Meu pai pegou um pão com manteiga, eu peguei um pote com água e fui levar para ela. Logo ela perdeu o medo e começou a pegar os pedaços de pão que eu lhe oferecia. Bebeu água e se sentou para descansar.
Um garoto se aproximou e perguntou se ela era minha, eu disse que não e contei a história. Perguntei seu nome: Júnior. Conversamos mais um pouco e voltei para casa. Depois a vi dormindo embaixo da sombra da árvore, o passeio foi longo, pensei.
No dia seguinte, fui com a minha mãe no mercado e debaixo da mesma árvore vi um potinho com restos de comida e outro com água. Não sei porque mas me lembrei do Júnior na hora, será que ele ficou sensibilizado com a cachorrinha e agora procurava alimentá-la? Tomara que sim. Na verdade independente da pessoa ou do cachorro que recebeu aquele alimento, que isso possa acontecer frequentemente.


* Bola, Bolinha eram os nomes que meu pai a chamava durante o nosso passeio.



Um comentário:

  1. A foto ficou linda e eu já estava sentindo falta de vc e das notícias das férias!!! Que um Anjo da Guarda cuide da Bolinha!! Bjs!!!

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