20 setembro, 2014

Uma coisa puxa outra

Quem tem cachorro deve estar no momento perrengue tentando deixar a casa livre dos pelos que os bichinhos estão "largando" para aguentar os dias quentes que estão para chegar.
No ano passado eu resolvi trocar a vassoura de casa pois a que eu estava usando simplesmente não varria mais de tanto pelo grudado e que por mais que tentasse tirá-los não saia todos.
Coloquei a vassoura junto com o lixo reciclável e uns 20 minutos depois toca a campainha. Abri a janelinha do portão e vi que era um homem:
- Olha, desculpa, mas eu não sei se a senhora esqueceu essa vassoura aqui na calçada...
- Não, eu respondi, é pro lixo mesmo.
- Nossa moça. Essa vassoura tá nova, lá em casa ela iria ser usada por muito tempo ainda...mas desculpa por incomodar. Achei que ela tinha sido esquecida aqui fora.
E saiu indignado.
Eu que queria ter falado o motivo do descarte, que talvez ele não tivesse visto mas ela estava cheia de pelos e tals,mas ele foi embora.
Eu fechei a janelinha e...ri. 
Mas depois pensei e gostei da atitude dele. Poucas pessoas se importariam com isso. De sinalizar sobre o desperdício, de usar da maneira correta os bens materiais, com valor, sem descartar algo que ainda está bom apenas para trocar por outro novo.
Até pensei em pegar a vassoura de volta mas não fiz isso pois realmente não iria dar usar. A vassoura de talo eu sempre uso até o fim. Depois que ela não está tão boa para usar dentro de casa coloco-a para lavar a garagem. 
Eu tenho o hábito de usar minhas coisas por muito tempo. Meu cunhado me deu um relógio acho que eu tinha uns 19 anos e eu usei ele por muito tempo. Anos e mais anos. Mesmo quando os ponteiros pararam e não tinha conserto continuei usando pois tinha o digital e estava funcionando.
Algumas pessoas admiravam: nossa! você ainda está com esse relógio!
Mas é claro, o senhor não sabia disso. E se soubesse acredito que ficaria indignado da mesma forma com a vassoura descartada.
Mas é bom quando alguém nos dá um toque assim. Um puxão de orelha para mudar.
Na hora podemos até não gostar mas depois acabamos por aprender algo.
E sei também que quando nos conscientizamos de algo é difícil ver algo e não falar nada, ficar quieto. Mas como o senhor, tem que ter coragem para falar.

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