Inverno romanceado
cinza. não poderia de deixar de começar assim.
úmido e silencioso. idem a folha que caia da árvore onde escorregam os mais apressados e menos atenciosos.
as mãos procuram por luvas, bolsos e o quentinho das xícaras com líquido fumegante e reconfortante.
ficar perto. agora é essencial.
do vizinho não se vê nem o nariz vermelho pelo ar gelado.
do armário sai o pijama de flanela xadrez laranja e o nariz de reprovação é imediato.
reclusão. mergulho dentro de si mesmo. o silêncio faz a gente ouvir vozes que antes abafadas. amedronta. só no começo.
quando a casca finalmente cai a gente vai pro sol tirar as manchinhas verdes de mofo mais resistentes.
só depois colocar o vestido florido da alma renovada e as sandálias de couro nos pés prá gastar no asfalto já quente. de novo.
Inverno nu e cru
paradoxal.
noites longas mas que nunca são o suficiente para aproveitarmos o quentinho das cobertas ou o suficiente bastante para congelar os batimentos cardíacos dos que nem cobertas têm.
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tive insônia ontem a noite.
humor lá no pé. e foi a primeira coisa que eu chutei quando levantei.
mantenha distância.
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joão cleber. é. tem gente que assisti.
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4 dias sem ir a academia. e tô pensando não ir hoje. quero dormir. decentemente.
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Já pensou em lançar uma antologia de poemas... hummmm... será que temos uma sucessora do Manoel Bandeira por aqui???
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